Trivoractus: peso e brasilidade marcam o som da banda mossoroense
Por Luis Alberto da Costa
Postado em 09 de outubro de 2021
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Da férvida Mossoró, no Rio Grande do Norte, a banda Trivoractus faz sua estreia com o lançamento de três singles, "Fulminante", "Navios Negreiros" e "Circular", que trazem uma mistura de riffs intensos e cadenciados, vocais pesados e cortantes, e elementos rítmicos e melódicos cujas influências vão do heavy metal ao repente nordestino, de Black Sabath a Jackson do Pandeiro.
"Fulminante" é o primeiro single da banda e traz uma sonoridade bem característica do hard rock dos anos 70, um riff simples e direto, mesclados a uma levada rítmica bastante percussiva, "balançada" e bem brasileira. O vocal potente e marcante confere intensidade aos versos da canção, que falam sobre os perigos das ideologias autoritárias, repressoras e opressoras, como se vê já nos primeiros versos: "Vem subindo na fumaça / Aquele cheiro tosco e fulminante que entorna e estilhaça / Veja, a mão despedaça / Derrubando, aprisionando e espancando todo braço que levanta". A melodia alterna momentos de vocais rasgados e gritados, e trechos que lembram o repente ou mesmo o rap. A canção termina com um solo bastante inspirado no rock setentista.
O segundo é "Navios Negreiros", cuja letra fala sobre as agruras do tráfico de africanos escravizados: "Nas portas de ferro, jaz prisioneiro / Calçado no açoite, nome estrangeiro / Se sonha ou se foge, perseguem ligeiro / Na mão um chicote, um pesadelo". A sonoridade da canção é pesada e densa. Os agudos cortantes da guitarra, o grave acentuado e distorcido do baixo e o peso e intensidade dos vocais criam uma atmosfera quase que tenebrosa, em contraste com o groove arrastado e sincopado, sobre o qual se desenvolve a melodia, cujos versos lembram as estruturas métricas do coco. Novamente, a canção termina com solo de guitarra, e desta vez com explorações modais e fraseados que fazem nítidas referências à música tradicional do nordeste brasileiro.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Por fim, o terceiro single, "Circular", é igualmente pesado e denso. A canção tem, além de dissonâncias e cromatismos, um riff de configuração rítmica bem peculiar, em compasso 7/8, que alterna, já no final da intro, para o compasso 4/4, preparando a base para a melodia, que por sua vez alterna entre a estrofe mais ritmada e percussiva, quase falada, que novamente lembra o coco e o repente (e também o rap), e o refrão mais melódico e de notas mais longas, com mais influências do hard rock e heavy metal setentistas. Na parte final, retoma-se o riff principal em compasso 7/8, alternando com o 4/4, no solo. A letra da canção é, dentre as três, a mais introspectiva, e, de certo modo, um tanto enigmática.
Os três singles também serão incluídos no primeiro álbum do Trivoractus, em cuja gravações a banda vem trabalhando nos últimos meses, e que tem lançamento previsto para o final de 2021. As gravações estão sendo feitas em estúdio próprio da banda e com a produção musical também dos próprios membros do grupo, portanto, uma produção totalmente independente.
O som do Trivoractus pode ser ouvido no youtube, bandcamp, soundcloud, spotfy e nas demais plataformas digitais de música.
Mais informações:
https://trivoractus.bandcamp.com
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