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Barão Vermelho: por que empresária apostou na banda e não em Wando ou Fábio Jr.?

Por Gustavo Maiato
Em 01/02/22

No início dos anos 1980, o Barão Vermelho ainda estava engatinhando e existiam diversos outros artistas na cena nacional já mais estabelecidos e que vendiam ingressos e discos com facilidade. Em entrevista ao podcast Corredor 5, a empresária Rosa de Almeida relembrou a ocasião em que, na contramão do que seria mais seguro, resolveu apostar no Barão e em Cazuza ao invés de trabalhar com nomes mais consagrados da música brasileira, como Wando e Fábio Jr.

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"O Barão Vermelho entrou na minha vida por um amigo meu que eu tinha na Som Livre. Ele me chamou junto com o Mario, meu marido, para irmos lá. Ele falou que tinham dois artistas enormes que estavam sem empresário. Era o Fábio Jr. e o Wando. Seria só chegar, pegar e sair ganhando dinheiro. Eles falaram que se tratavam de dois artistas feras! Mas eu resolvi escolher o Barão Vermelho, que estava começando. Se eu optasse pelo Barão, não podia ter os outros. Eu olhei para meu marido e falei que queria o Barão Vermelho! Eu sou louca né? Eu disse que queria o Barão agora", disse Rosa.

Em outro trecho Rosa de Almeida explicou que só conhecia o Cazuza do Barão Vermelho naquela época e que aos poucos, com muito trabalho e dedicação, as coisas começaram a acontecer para eles.

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"Eu comecei a ouvir o Barão e falava para eles: ‘São os meus Rolling Stones!’. As pessoas me chamavam de louca. Diziam que o Cazuza não cantava, só falava. Diziam que ele não saía do Baixo Leblon. Eu dizia para eles deixarem eu ser louca. Começamos a ralar. Ficamos 1 ano sem fazer show, correndo atrás. Aí começou um show aqui, outro ali". Esses primeiros shows foram muito difíceis porque não tínhamos público. Tocamos no Circo Voador, no Rio, e deu uma melhorada", disse.

De acordo com Rosa, a grande virada na carreira do Barão Vermelho aconteceu quando Ney Matogrosso decidiu regravar uma música que se tornaria uma das mais famosas de todo rock nacional.

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"Então, o Ney Matogrosso gravou ‘Pro Dia Nascer Feliz’, e aí abriu tudo! Todas as portas começaram a se abrir. Todos os contratantes que falaram que eu era louca varrida vieram atrás de show. Agora era minha hora! Quando perguntavam o cachê, eu falava que para ele era ‘X’. Eram os meus Rolling Stones, se não quisesse, outro ia querer. Aí todos compravam. Teve um cara que falou que nunca ia comprar um show do Barão e comprou 20 de uma vez. Tudo lotado. Aprendi a trabalhar com o Cazuza e o Barão Vermelho", comentou a empresária.

Assista ao episódio completo abaixo.

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Sobre Gustavo Maiato

Jornalista, músico e fã. O heavy metal entrou na sua vida há 10 anos e nunca mais saiu. Gosta de estudar o tema e compreender o metal como manifestação cultural.

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