Robert Smith comenta "The Top", o quinto álbum do The Cure
Por André Garcia
Postado em 13 de agosto de 2022
Um dos maiores nomes do pós punk, e um dos maiores expoentes do rock gótico, o The Cure surgiu fazendo um pop ingênuo em seu álbum de estreia, "Three Imaginary Boys" (1979). Nos álbuns seguintes, "Seventeen Seconds" (1980), "Faith" (1981) e "Pornography" (1982), a banda foi ficando cada vez mais sombria, mórbida e depressiva. Um fardo cada vez mais pesado para o vocalista, ao final da turnê desse último disco ele teve um colapso nervoso.
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Na mesma época, de 1982 a 84, ele tocava também com o Siouxsie and the Banshees, e ainda formou o Glove com Steve Severin, lançando o álbum "Blue Sunshine". Quando retornou ao estúdio para "The Top" (1984), o guitarrista estava não só sem ideias como também sem uma banda. Afinal de contas, após "Pornography" o The Cure desintegrou, restando apenas o próprio vocalista e o baterista Lol Tolhurst.
Em entrevista para a Rolling Stone, Smith relembrou que foi "praticamente coagido a fazer um álbum do The Cure pela [gravadora] Fiction — que me tinha sob contrato, e podia me fazer parar de tocar com os Banshees."
"'The Top' foi o mais perto que eu já cheguei de gravar um disco solo. Eu não tinha nenhuma ideia coerente do que seria o álbum, e eu acho que isso fica claro. Provavelmente o álbum mais remedado do The Cure. Suponho que os Banshees e o Glove funcionaram contra mim, porque em vez de colocar minhas melhores ideias no The Cure, eu fiquei seco."
"Tem umas duas músicas do Glove, 'Sex Eye Makeup' e 'Blues in Drag', que eu queria no 'The Top'. 'Dressing Up' era, na verdade, para ter sido uma música do Glove, mas eu não mostrei [para Severin] porque pensei: 'Acho que gostei demais dessa aqui [risos]!'"
"Eu toquei todos os instrumentos, exceto bateria. Quando volto a ouvir o álbum, me vem a estranha imagem de mim sentado no meio do estúdio rodeado de bongôs, colheres e essas coisas. Eu só ficava lá sentado fazendo coisas no violão. [O produtor] Dave Allen e eu tocamos, e eu editei umas duas semanas depois. Eu acho que nenhuma das músicas foram realmente tocadas como músicas; elas foram meio que feitas depois."
"Foi meio triste porque [o álbum] recebeu críticas terrivelmente negativas, o que afetou minha confiança naquela forma de trabalhar, e eu parei com aquilo."
As críticas negativas contribuíram para que "The Top" não decolasse nos Estados Unidos, onde não passou da colocação #180 nas paradas da Billboard. Na Inglaterra, por outro lado, ele chegou a #10 nas paradas, e rendeu uma extensa turnê pelo Reino Unido, que culminou em três dias de apresentação no Hammersmith Odeon.
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