Os motivos que levaram Jairo Guedz a sair do Sepultura na época do "Schizophrenia"
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de setembro de 2022
O guitarrista Jairo Guedz esteve presente no início do Sepultura e gravou os clássicos "Bestial Devastation" e "Morbid Visions". Mas o que teria feito o músico deixar a banda em franca ascensão?
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Em entrevista ao Avesso podcast, Jairo explicou que estava passando por problemas familiares e precisou sair antes que a banda tomasse proporções ainda maiores.
"Na época em que saí do Sepultura, já tinha um relacionamento. Fui morar com uma garota de programa aos 16 anos. Ela tinha 24 anos. Meu pai não apoiou essa ideia. Ela era de uma boate de Belo Horizonte. Minha vida já estava feita, casado, com casa. Ela tinha dois filhos já. Virei um senhor e fazia rango para o Max e Iggor. Eles não fritavam nem ovo [risos]. Precisei sair da banda por motivos familiares. Pirei um pouco a cabeça e saí. Vi que estávamos construindo algo bacana. As coisas estavam melhorando. Nos shows dava para ver. O produtor local botava o Sepultura como headliner sempre. Sabia que eu ia ser uma pedra no sapato. Resolvi sair antes de lançar mais um disco", afirmou.
Em seguida, Jairo explicou que foi trabalhar como gerente de imobiliária depois de sua saída e que logo em seguida entrou na banda The Mist.
"Quando saí do Sepultura, fui trampar honesto como gerente de imobiliária. Vestia social e tudo. Fiquei uns 3 anos e não aguentei. É meu único emprego na carteira de trabalho. Uma vez, li comentários gringos achando que eu tinha morrido! Eu dei uma sumida mesmo. Depois, fui para o The Mist. A banda era muito boa, gostava do primeiro disco. Tem uma atmosfera que juntava o thrash com o dark ou gótico, tipo The Sisters of Mercy. Não havia expectativa de estourar. O Sepultura já estava imenso. Não tinha aquela correria. Eu tinha uma vida paralela, com filho e tudo mais", concluiu.
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