Por que Jairo Guedz deu força para Andreas Kisser o substituir no Sepultura?
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de fevereiro de 2023
O guitarrista Jairo Guedz deixou o Sepultura durante as composições do disco "Schizophrenia" e no seu lugar entrou Andreas Kisser. Em entrevista ao Ibagenscast, Jairo explicou os dois motivos que o levaram a tomar a decisão de sair e também comentou porque deu força para Kisser o substituir.
"Eu saí no meio das composições do ‘Schizophrenia’. Você não para a banda para compor um álbum e sim vai fazendo isso ao longo do tempo. Esse disco começou a ser escrito logo depois do ‘Morbid Visions’. Não tinha nome ainda. Só ideias mesmo. Fomos escrevendo durante a turnê. Quando acabaram os shows, tivemos mais tempo e resolvi sair da banda. Tenho vários motivos, mas todos muito pessoais e familiares. Nenhum motivo foi por conta da banda ou algum membro. Sempre nos respeitamos muito e éramos amigos. Duas questões me fizeram definir essa saída. A primeira foi a questão do trabalho. Eu precisava trabalhar, por ser mais velho. Eu já era quase casado e tive filhos logo depois. Todas essas questões dessa fase quase casando me fizeram falar: ‘Preciso trabalhar e ganhar grana’.
Não podia ficar só tocando. Eu poderia ficar trabalhando em paralelo, mas junto a isso eu estava com outras ideias musicais. Queria fazer outros estilos. Sempre fui ligado no rock e blues. Esse estilo mais primitivo do rock. Percebi que ali já estávamos percebendo que estávamos crescendo muito rápido, inclusive no exterior. Falávamos por carta com várias pessoas lá fora. Fomos percebendo que gravadoras estavam de olho. O Max foi para os EUA e teve encontros. Eu tinha esse outro esquema de trabalho e família, e agora que a banda daria essa guinada, ou era uma coisa ou outra.
Não ia conseguir levar as duas coisas. Sabia que eu seria um empecilho na banda. Já sabíamos que a Roadrunner ia entrar na jogada. Foi uma choradeira. Foi foda, mas mantivemos a amizade e tudo. Quando um guitarrista novo entrou, dei força para o Andreas Kisser me substituir. Eu convivia com ele. Ele já era diferenciado nos dois sentidos. Tanto tecnicamente, quanto músico, tanto quanto pessoa. Naquela época, a preocupação era ter pessoas com a mesma energia. Com energia boa e caráter. Que não tenham problemas. Ele cumpriu esse papel muito bem e continua até hoje.
Confira a entrevista completa aqui.
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