Como uma guarda compartilhada obrigou o Metallica a mudar totalmente a agenda de turnês
Por Bruce William
Postado em 18 de abril de 2023
Durante participação no podcast "Club Random" do comediante Bill Maher, Lars Ulrich explicou como um acordo de custódia compartilhada de seus filhos alterou a forma como o Metallica faz turnês. Ele percebeu que precisava encontrar um equilíbrio entre sua vida pessoal e sua carreira como músico, e passou a planejar as turnês de forma mais estratégica, dando mais prioridade a compromissos familiares importantes. A transcrição é do Blabbermouth.
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Lars começa explicando que tudo começou há uns 10 ou 15 anos, e que com todo o respeito à equipe que cuida do gerenciamento logístico e de data, foi necessário impor limites e parâmetros sobre a agenda que estavam dispostos a cumprir: "Pois no passado a gente fazia três ou quatro shows seguidos e depois tínhamos um dia de folga e depois mais três shows seguidos e um dia de folga, e então uma semana de folga entre ir para a Europa e a América".
Prossegue Lars: "Daí há uns quinze anos, na época que saiu o documentário 'Some Kind of Monster', assumimos o controle da coisa e deixamos bem claro as nossas regras, baseadas nas nossas necessidades. Houve um período, quando eu estava compartilhando uma custódia, acho que entre 2008 e 2010 mais ou menos, em que fizemos uma turnê mundial inteira por dois anos sem ficar mais de duas semanas seguidas na estrada. A gente tocava na Europa por duas semanas, depois voltava para casa, tocava por mais duas semanas e depois voltava para casa. Fizemos uma turnê longa assim, mas uma semana por vez".
Ulrich explicou ainda que, como ele "tinha uma custódia compartilhada" dos filhos, "não havia espaço para negociação" quanto ao tempo ininterrupto que cada um dos pais teria com as crianças. "Então, literalmente, eu os levava para a escola na segunda-feira de manhã e voávamos e tocávamos cinco shows na América - segunda-feira, terça-feira, quinta-feira, sábado, domingo", explicou ele. "Domingo à noite voltávamos para casa. Na segunda eu pegaria meus filhos e passaria uma semana com eles. E o restante dos caras na banda - Deus os abençoe - foram gentis e generosos o suficiente para lidar com isso. E foi uma turnê mundial inteira por dois anos, onde nunca estivemos fora por mais do que duas semanas seguidas".
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