A prática do Chacrinha que o Capital Inicial não aceitou e denunciou para a imprensa
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de maio de 2023
As chamadas Caravanas do Chacrinha eram comuns na década de 1980 e funcionavam assim: antes de se apresentar de fato no programa e ganhar visibilidade, as bandas precisavam tirar uma noite para tocar em várias casas de show no Rio de Janeiro.
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Essa prática, considerada "ofensiva e degradante" por Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, foi denunciada para a imprensa pela banda e isso gerou até advertência da gravadora. O assunto foi comentado por Dinho em seu canal no YouTube.
"O Chacrinha era um mundo fantástico e surreal. Na época, nunca tínhamos ido lá. Estávamos lançando nosso primeiro disco e aconteceu um episódio com o Capital Inicial que foi estranho. Nos foi oferecida a possibilidade de aparecer lá, mas nos disseram que para isso acontecer, nós precisávamos gravar uns playbacks no subúrbio do Rio. Não entendemos muito bem, a produção disse que todos fazem.
Nós precisávamos filmar a gente tocando em vários bares em diferentes bairros do Rio. A gente estranhou, mas fomos lá. Eram uns dez bailes em diferentes bairros do subúrbio. A gente entrava no carro e ia disparado noite a dentro indo de um bairro para outro a 300 km por hora, com a bateria e os outros instrumentos no porta-malas. Aí chegávamos, estava rolando um baile, acho que de funk talvez, aí do nada parava o DJ, ligava a música e a gente começava a tocar um playback da música que íamos tocar no Chacrinha.
Aí apagava tudo, botávamos tudo no carro e corríamos para outro baile. Era muito bizarro! A plateia estava desinteressada, não conhecia a gente. Isso incomodou muito, qual o propósito disso? Quem estava ganhando dinheiro com isso? Por que era uma condição para participar? Achamos isso ofensivo e degradante. Fizemos apenas uma noite e desistimos da segunda. A gravadora disse que se nós não nos apresentássemos a Globo ia fechar as portas e nossa carreira ia acabar.
A gente continuou sem querer fazer o show, chamamos a imprensa e denunciamos esse esquema para a Folha de S. Paulo. Eles publicaram e quando saiu, foi um escândalo na emissora. Eles desmentiram, disseram que não tinham condições para participar. Então, fomos chamados de volta e acabou que fomos lá no Chacrinha tipo fim de semana sim, fim de semana não".
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