Os dois namoros de Nando Reis com Marisa Monte contados através das parcerias musicais
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de maio de 2023
Nando Reis namorou com Marisa Monte por duas ocasiões distintas e em vídeo no seu canal no YouTube o músico relembrou como foi essa parceria e as composições que fizeram juntos.
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"Do ponto de vista musical, minha relação com a Marisa Monte foi a realização de algo que eu queria muito. Eu tinha esse desejo de compor e ouvir minhas músicas na voz de uma cantora e queria poder realizar uma sonoridade. Não havia muita convergência na época entre meu pensamento musical e o dos Titãs. Com a Marisa isso foi o lugar onde encontrei. Eu a conheci nos anos 1990. Ela começou a carreira de maneira única.
Lembro que ela fez um show cantando ‘Comida’, dos Titãs. Isso foi uma surpresa e nos aproximou. Encontrei pela primeira vez em um programa de televisão dos Titãs com ela. Isso foi na Rede Globo e ficamos horas no camarim. Eu já estava interessado em ampliar parcerias e fui falar com ela. Eu vinha tentando romper com minha dificuldade de compor e de me estabelecer dentro dos Titãs. Eu escrevi muito e fiz uma compilação dos meus melhores trechos em um caderno. Mostrei para ela, que despertou a atenção.
Nós namoramos em duas ocasiões depois. Escrevi para ela a música ‘Diariamente’. Era sobre ela. A Marisa morava na Urca e eu tinha uma pasta com várias letras. Ela tinha um gravador. Começamos a compor e ‘Tudo Pela Metade’ saiu assim. São quatro músicas minhas que estão no disco ‘Mais’, dela. Além de ‘Diariamente’ e ‘Tudo Pela Metade’, ‘Ainda Lembro’ e ‘Mustapha’. Essa última foi sobre um amigo em comum nosso. ‘Ainda Lembro’ eu sou parceiro porque ajudei a concluir a música. A melodia é totalmente dela.
Ela tinha trechos com dúvida. Fiquei dizendo que era bom sim! Estávamos namorando nessa época. Ela foi para Nova York e lembro de fazer o arranjo de ‘Diariamente’. Ela ia viajar e estávamos aqui em São Paulo. Passei a noite em claro escrevendo e montando as cifras. Não toco no disco, mas estou creditado porque eu que escrevi as letras no encarte com pena. Foi um trabalho danado! [risos]. Ela foi a primeira artista que me gravou fora dos Titãs.
Nesse primeiro período de namoro fizemos outras coisas também. Depois, me casei com a Vânia. Me separei e voltei com a Marisa, o que é bastante significativo. Então, gravamos outro disco. Minha relação com ela foi uma realização. Esse segundo disco que participei foi o ‘Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão’. Compus ‘Ao Meu Redor’, sobre o momento da nossa separação. Também participei da concepção do disco. Vivíamos juntos, namorávamos e nós dois falávamos sobre música. Toco violão e guitarra no álbum.
Fizemos juntos ‘Por Enquanto’, ‘O Céu’ e ‘Na Estrada’ também. A ‘Enquanto Isso’ fomos editando juntos. ‘Na Estrada’ teve o Carlinhos Brown também. Nos reunimos em Salvador e apresentei o Brown a ela. Fiquei deslumbrado com ele. Meu disco ‘Doze de Janeiro’ teve participação da Marisa Monte na demo. Ficamos um tempo afastados depois que terminamos. Havia e há um respeito e reconhecimento enormes. Ela é uma referência dentro do meu pensamento. Ela faz uma condução magnífica da carreira e conheci isso dela".
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