O motivo pelo qual Billy Corgan não quer mais ser chamado de Billy
Por André Garcia
Postado em 26 de junho de 2023
Se no rock britânico Morrissey tem fama de ser o maior dos malas, nos Estados Unidos muitos votam em Billy Corgan para sentar nesse trono. E ele parece gostar de dar motivos para isso.
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Quem é fã do Smashing Pumpkins e tem o hábito de ler os encartes dos CDs (ou ir atrás dos créditos e notas técnicas na internet) certamente já reparou algo curioso: com o passar do tempo, nos últimos anos, Billy Corgan passou a ser creditado como William Patrick Corgan.
Em recente aparição no The Mistress Carrie Podcast, conforme publicado pela Blabbermouth, ele disse que não só passou a se creditar daquela forma, como passou a pedir às pessoas que se referissem a ele como William, ao invés de Billy.
"Bem, do jeito que vejo em minha mente, Billy é como um nome artístico para mim, a essa altura do campeonato, já que é assim que todos me conhecem. E, para quem é fã de luta livre [assim como eu] geralmente chamamos as pessoas pelos seus nomes artísticos. Mesmo que eu saiba o nome real de alguém, ainda vou chamá-lo pelo nome do personagem. Então, 'Billy' é meu nome artístico; 'William' é meu nome real. Portanto, se você me chamar de Billy, ótimo. Não vou deixar de responder por isso, não me incomoda. Mas meus amigos me chamam de William. E eu peço às pessoas que me chamem de William, porque é assim que me sinto confortável aos 56 anos."
"Foi uma história engraçada como chegamos a William", relembrou. "Eu meio que culpo o [rapper] Puff Daddy, eu achava engraçado como ele ficava mudando de nome. Então pensei 'Vou mudar meu nome e ver o que acontece'. Acabou que aquilo se tornou algo estranho. As pessoas escreveram artigos fazendo piada comigo por mudar meu nome de Billy para William — por mais que fosse meu nome verdadeiro. Literalmente, teve artigo dizendo 'Ah, agora ele só quer ser chamado de William', como se eu estivesse sendo pomposo ou algo assim. Então, como se trata de mim, o promotor de luta livre em mim só piorou as coisas com mais essa. Agora sou William Patrick Corgan, que é meu nome verdadeiro. É assim que me chamam na luta livre. Mas todo mundo me chama de Billy. Está tudo bem."
Em entrevista mais da época da mudança, essa para a Rolling Stone, ele disse que "chegou uma hora que Billy ficou meio esquisito. Obviamente eu já era Billy dentro da banda, mas agora comecei a sentir como se aquele nome se referisse a outra pessoa. É difícil de explicar, mas é como aquele momento em que tudo que você quer é trocar o papel de parede."
Em entrevista posterior, para a CBS This Morning, entretanto, ele confessou que o que realmente queria mesmo, no fundo, era um motivo a mais para irritar as pessoas sendo um mala: "Assim que eu vi que aquilo irritou as pessoas, eu pensei 'Ok, agora que eu com certeza vou fazer isso'."
Durante muitos anos, até o álbum Zeitgeist (2007), Billy Corgan assinava seu nome nos créditos apenas como Billy Corgan. Em Oceania (2012), ele confundiu o público com a distinção: como produtor, vocalista, guitarrista e tecladista creditou a si mesmo como Billy Corgan, mas como compositor ele assinou William Patrick Corgan. Não satisfeito, em "Monuments To An Elegy" (2014) ele aparece nos créditos apenas como William. A partir de "Shiny and Oh So Bright, Vol. 1 / LP: No Past. No Future. No Sun." (2018), nos créditos ele passou a ser só William Patrick Corgan (xará de nome do meio de Morrissey, cujo nome de batismo é Steven Patrick Morrissey).
Moral da história: se vai batizar seu filho, evite Patrick como nome do meio.
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