A "terrível" e impublicável parceria entre Skid Row e Pantera em 1992
Por André Garcia
Postado em 13 de junho de 2023
Dave Sabo, do Skid Row, relembrou uma etílica parceria com Phil Anselmo durante turnê com Pantera em 1992. A dupla escreveu verdadeiros absurdos que dificilmente verão a luz do dia.
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Em 1992, o Pantera havia acabado de lançar "Vulgar Display of Power", o sucessor do estrodosamente bem sucedido "Cowboys From Hell". Em trajetória similar, o Skid Row ainda promovia "Slave to the Grind", que fez tanto sucesso quanto (ou até mais) que seu debut autointitulado, de 1989. Ambas as bandas viviam seu auge, e se esbaldavam em doses cavalares de sexo, drogas e rock n roll.
Co-fundador do Skid Row, o guitarrista Dave Sabo em recente entrevista para a Spin relembrou suas farras em turnê com o Pantera em 1992 — e relembrou uma "terrível" e impublicável parceria com Phil Anselmo:
"Não teve turnê em que metemos mais o pé na jaca. [...] Todos nós nos tornamos irmãos uns dos outros. Aquela turnê toda foi uma loucura, e é inacreditável que alguém ainda tenha fígado para contar história. [...] Todo dia era zoeira e bebida. Nossas equipes entravam em um bar [...] e não sabiam nem o que tinha acontecido. Aqueles caras não paravam nunca, e a gente pensava "Não podemos ficar por baixo!'"
Dave ficou particularmente próximo de Phil naquela excursão.
"A gente ficava um no ônibus do outro. Em uma noite, eu estava no ônibus do Philip [Phil Anselmo] e ficamos acordados até as 4 da manhã escrevendo as piores letras — coisas terríveis, terríveis… Tinha só 15 segundos de duração, mas eram horríveis. Ele ainda tem as fitas do gravador com essas músicas em algum lugar. Ainda bem que ninguém se machucou naquela turnê. Tenho baitas recordações felizes de estar lá com eles."
Sabo relembrou também o Moscow Music Peace Festival, onde em 1989 o Skid Row se juntou a lendários beberrões, como Ozzy Osbourne e Mötley Crüe. O longo e exaustivo voo era para ter sido careta, — livre de bebidas e drogas —, mas, na prática a história foi outra.
"Não sei o que aconteceu, mas não teve nada de careta. Zakk Wylde e eu... piramos. Ficamos acordados por 36 horas farreando e incomodando todo mundo. [...] Éramos super-barulhentos, ficávamos queimando nossos braços com cigarros, porque era assim que nos conectávamos — o que mostra como éramos infantis na época. Aí então chegamos no hotel e infernizamos todo mundo, batendo nas portas das pessoas para virem beber com a gente. No início daquela turnê, provavelmente éramos os caras mais odiados da turma."
"Tinha muita coisa acontecendo naquela época que não seria aceitável hoje em dia", admitiu ele com certo constrangimento. "Mas era como era. Rolava muita devassidão... o pessoal levava uma vida muito desregrada, e isso cobrou seu preço a muitos deles. Felizmente, os caras da minha banda sobreviveram a tudo aquilo, vivemos para contar história", concluiu.
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