Os perrengues entre Nando Reis e Liminha na gravação de álbuns icônicos dos Titãs
Por Gustavo Maiato
Postado em 08 de junho de 2023
O álbum "Cabeça Dinossauro", lançado pelos Titãs em 1986, é uma obra icônica e revolucionária no cenário do rock brasileiro. Com suas letras provocativas e críticas sociais afiadas, o disco se tornou um marco na carreira da banda, que desafiou os padrões estabelecidos com sua sonoridade intensa e visceral.
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Com faixas como "Bichos Escrotos" e "Polícia", o álbum aborda temas como corrupção, violência e alienação, revelando uma visão ácida e contundente sobre a realidade brasileira. "Cabeça Dinossauro" se mantém atual e influente, destacando-se como um dos trabalhos mais emblemáticos e importantes do rock nacional.
Em vídeo no seu canal no YouTube, Nando Reis relembrou histórias desse disco relacionadas com o produtor Liminha.
"Teve um perrengue que foi no ‘Cabeça Dinossauro’, que gravamos no Rio de Janeiro, no estúdio Nas Nuvens, com o Liminha. Finalmente gravaríamos com ele, produtor de grandes bandas, mas com temperamento forte ali no seu território. Nós não nos conhecíamos bem, hoje somos grandes amigos.
Eu sabia que ele era um grande apreciador de reggae, além de grande contrabaixista. Na hora de gravarmos nosso reggae daquele disco, que é a música ‘Família’, ele não foi no estúdio! Eu fiquei muito frustrado e decepcionado porque queria muito que ele tivesse presente e produzido a faixa. O disco acabou sendo produzido pelo Liminha e pelo Pena Schmidt. Foi um perrengue. O produtor não apareceu!".
Já no álbum "Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas", o produtor se manteve, mas as tretas foram outras.
"Estávamos gravando a música ‘Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas’. Lembrei disso agora. Entramos no estúdio e não conseguíamos gravar. O Liminha, produtor, disse que essa música era muito baixo astral e não poderia ser gravada. Perrengue master! A música era minha e já sabíamos que queríamos dar o título do disco baseado nessa música. Ela tinha que estar".
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