A única coisa que Humberto Gessinger sente falta na indústria da música antiga
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de dezembro de 2023
Humberto Gessinger é cria dos anos 1980 e isso significa viver a indústria da música com o reinado do vinil e das rádios. Hoje em dia, com Spotify e YouTube imperando, os artistas estão lançando cada vez mais singles e os álbuns perderam um pouco o peso.

Em entrevista ao Corredor 5, o ex-Engenheiro do Hawaii explicou que a respeito dessa antiga indústria da música o que ele sente mais falta é da possibilidade de dividir o álbum em dois lados, como acontecia no vinil.
"O que acontece hoje é maravilhoso - essa música fragmentada, sem início nem fim. Você começa a ouvir um trecho e está valendo, mas minha cabeça ainda é formatada pelo disco. Eu nem quero tirar isso da minha cabeça, não quero me modernizar nesse sentido. É o módulo da produção musical para mim, o meu output é o disco. Quando eu não tenho uma ideia precisa das canções, eu espero que as canções se aglutinem assim, como dizem que o universo começou. Explodiu e a gravidade foi gerando os planetas.
Eu espero elas se juntarem, vejo como elas estão dialogando e busco uma visão geral assim, porque eu gosto de quando ofereço uma coisa para as pessoas, é oferecer um pacote. Quer dizer, não sou purista assim, ouve o que tu quiser do meu disco, mas eu penso nisso, eu penso na produção assim, esses que são 40 minutos, um disco, né? E por acaso, porque é o que cabia no vinil, era por isso. Eu acho melhor época agora, mas o que eu gostaria de ter de novo é aquela obrigação que a gente tinha de montar dois programas pro disco, lado A e lado B, porque isso, para quem pensa dualisticamente, é muito bom. Tem o lado Pop, o lado Papa, o lado isso, o lado aquilo, tem aquele dos Stones que é ‘Tattoo You’, que um lado é mais pesado, tem de intercalar. Eu achava muito interessante, era mais uma história, mais uma camada, e o melhor para um capricorniano".
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