Fernanda Lira conta do que mais sente falta quando está em turnê com a Crypta
Por Emanuel Seagal
Postado em 20 de maio de 2024
Ao responder perguntas dos fãs em uma série de stories no Instagram, ela disse o seguinte: "A rotina. Eu sinto muita falta de rotina, de ter a minha rotininha, de acordar, tomar meu café da manhã nutritivo, de de repente ir nos restaurantes que eu gosto, nos restaurantes vegan, eu sinto muita saudade. Da minha casa em si, da tranquilidade de chegar no fim do dia ver um filminho comendo uma pipoquinha, depois de trabalhar, do contato com a natureza, enfim. Eu me adapto muito bem na estrada, eu consigo passar meses, de verdade, na estrada, mas sempre bate uma falta de casa. Nesse finalzinho aqui na turnê, na última semana, eu tenho sentido muita falta de casa, mas é porque está chegando já no fim da tour. Eu vi uma foto do meu quarto esses dias e falei: 'Nossa, que saudade do meu quarto!' (risos)"

A Crypta terminou recentemente uma extensa turnê europeia, iniciada no dia 28 de março, com cerca de 40 shows. Embora tenha um um merecido descanso, o quarteto cai na estrada novamente em junho, para uma série de shows nos festivais de verão da Europa.
Quando questionada sobre o tratamento que recebem de outras bandas, ela revelou que embora as bandas costumem tratar bem, já sofreu preconceito em festivais. "No geral tratam muito bem, mesmo", disse, ao falar de outras bandas da cena. Ela acrescentou: "A gente, felizmente, com muito trabalho, a gente conseguiu ter um certo nome, um respeito dentro da cena. Então as bandas no geral tratam a gente super bem, sim, e muitos deles já conhecem a gente, isso ainda surpreende a gente um pouco, então muitos vem falar como se fossem brother, saca? Então, no geral, é muito massa. Sempre tem uma banda ou outra que é um pouco mais fria, um pouco mais rude, mas isso acontece sempre, não tem nada a ver com a gente, e sim com as pessoas, mas no geral a maioria esmagadora é muito, muito massa."
Se o tratamento oriundo de colegas de profissão é positivo, a experiência nem sempre é assim em outras áreas. "O que acontece, já aconteceu seriamente, é mais caso de misoginia mesmo, preconceito por a gente ser mulher, da gente ser prevenida de entrar no próprio camarim, isso acontece o tempo inteiro. Em festival ter que chamar um cara que trabalha com a gente pra provar que a gente é a banda, mesmo a gente mostrando foto na Internet. Os caras falam: 'Camarim é para quem é da banda, e não pra quem tá com a banda', insinuando que a gente é groupie, enfim. Isso acontece com bastante frequência. Acho que é o maior tipo de preconceito que a gente sofre é em relação a ser mulher mesmo", desabafou.
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