O enigma do verso que condena e absolve personagem no coro de "Bohemian Rhapsody"
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de julho de 2024
A música "Bohemian Rhapsody" é um clássico do Queen e já acumula impressionantes 2,5 bilhões de streamings no Spotify. Lançada no álbum "A Night at the Opera", a canção ganhou notoriedade por fazer sucesso mesmo com várias partes diferentes e por ser mais longa que o padrão.
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Uma dessas partes, que é bem famosa, é quando surge o coro no estilo ópera no meio da música, que diz o seguinte em alguns versos, em português.
"Eu vejo a pequena silhueta de um homem Palhaço! Palhaço! Você dançará o fandango? Raios e relâmpagos Me assustam muito, muito Galileo! Galileo! Eu sou apenas um pobre garoto e ninguém me ama (Ele é apenas um pobre garoto de uma família pobre) (Poupe a vida dele, desta monstruosidade) Não, nós não te deixaremos ir! Nunca, nunca, nunca me deixarão ir!".
A música trata de um garoto que matou uma pessoa e está sendo condenado à morte e nesse trecho, como Júlio Ettore explica em vídeo no seu canal, é como se fosse um tribunal composto por um grupo que deseja condenar e outro que opta pela absolvição.
"Quando entra a parte da ópera o personagem da música está para ser morto e aí aparecem duas galeras. Uma querendo que ele seja morto e outra querendo defender o menino. ‘Eu vejo uma pequena silhueta de um homem’ é sobre alguém olhando para o rapaz. Quando o Freddie Mercury canta ‘Scaramouche, você vai dançar o fandango?’ ele se refere a um tipo de palhaço do século 16 e fandango é uma dança ibérica.
Seria tipo eles falando: ‘Dança aí, moleque, para não morrer’. Quando ele cita Galileu, foi um astrônomo condenado a prisão. O coro da música diz: ‘Ele é só um rapaz pobre de uma família pobre, poupem a vida dele dessa monstruosidade’. Aí volta para o menino, que diz: ‘Venho rápido, vou rápido. Vocês vão me deixar ir?’ E a resposta: ‘Não vamos te deixar ir’. O menino se liberta e fala: ‘Então você acha que pode me apedrejar e cuspir no meu olho? Tenho que sair daqui".
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