Sting explica o porquê dele ter decidido trilhar um caminho diferente do AC/DC
Por Bruce William
Postado em 18 de setembro de 2024
Há algum tempo, Sting, que foi integrante do The Police de 1977 a 1983 e também participou dos eventuais shows e da turnê de reunião em 2007/2008, deixou claro que ele prefere atuar como artista solo ao invés de fazer parte de uma banda: "Não é sobre poder, é apenas por produzir exatamente a marca e o estilo de música que são certos para você. Música, em toda forma, é um processo colaborativo, mas nunca mais do que em uma banda, onde você precisa considerar mais as outras pessoas até do que você mesmo."

E para reiterar sua posição, ele chegou a usar o AC/DC como exemplo, em uma fala curiosa: "Eu realmente não acho que homens adultos devam estar em uma banda. Uma banda é uma gangue adolescente. Quem quer fazer parte de uma gangue adolescente quando está quase chegando aos 70 anos? Isso não permite que você evolua. Você tem que obedecer às regras e à estética da banda. Por mais que eu ame os Stones e o AC/DC, é difícil ver crescimento em sua música. Para mim, a banda era apenas um veículo para as canções e não o contrário."
E mais uma vez Sting cita o AC/DC como exemplo, desta vez em uma conversa com o Professor Of Rock onde o assunto era a variedade musical de seus trabalhos solo, que ele explica ser a forma como ele sente que as coisas devem ser feitas. "Quero dizer, é uma maneira que escolhi para viver minha vida criativa", disse o músico em transcrição feita pelo Ultimate Guitar. "A outra maneira é realmente entrar em um groove e ficar ali, aperfeiçoando esse groove para sempre e sempre. E funciona, e é incrivelmente poderoso."
"Estou pensando no AC/DC", prossegue Sting. "Banda maravilhosa, fantástica, coleção fantástica de músicas. Mas eles permanecem dentro de parâmetros muito rígidos, e fazem isso incrivelmente bem. Eu sou muito mais como uma mosca inquieta. Sou tipo 'Oh, olhe isso! Oh, olhe aquilo! E o que está atrás de mim?' Esse sou eu. Mas, ao mesmo tempo, respeito a outra [maneira]. Realmente respeito. Mas, na minha opinião, não há uma maneira única de se fazer as coisas."
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