Marty Friedman avisa: sua vindoura autobiografia vai revelar muita coisa sobre o Megadeth
Por André Garcia
Postado em 03 de outubro de 2024
Até os anos 90, os veteranos estavam mais ocupados com a vida de rockstars do que com qualquer outra coisa. A partir dos anos 2000 que isso foi mudar, conforme autobiografias de nomes como Eric Clapton, Ozzy Osbourne, Keith Richards e Bob Dylan iam chegando às livrarias.
Hoje, biografia musical é popular o bastante para ocupar toda uma prateleira nas raras livrarias que ainda restaram no Brasil. Praticamente todos os rockstars já lançaram sua autobiografia e praticamente toda banda grande já recebeu pelo menos uma biografia (muitas vezes de autores como Mick Wall e Martin Popoff).
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Um ídolo do metal que ainda não tinha entrado para o bonde da autobiografia era o guitarrista Marty Friedman — que por toda a década de 90 fez parte do Megadeth. Um dos favoritos dos fãs, ele gravou clássicos como a dobradinha de obras-primas do thrash metal "Rust in Peace" (1990) e "Countdown to Extinction" (1992).
Isso está para mudar, entretanto: ainda este ano, em dezembro, Friedman vai lançar seu livro de memórias, Japanese Dreams, com foco em sua carreira musical — especialmente seus anos ao lado de Dave Mustaine e companhia. Conforme publicado pela Blabbermouth, em recente entrevista ao podcast Talk Louder dos jornalistas musicais Metal Dave Glessner e Jason McMaster (vocalista do Dangerous Toys) Marty Friedman falou de sua vindoura biografia e avisou que ela trará respostas inéditas sobre muitas questões a respeito do Megadeth.
"Para mim tem muita pergunta sobre o Megadeth sem resposta [...] Acho que as pessoas vão ficar surpresas com a clareza dos detalhes da época do Megadeth, até porque não é algo sobre o qual eu tenha falado desde que saí da banda. Além disso, as coisas que eu falava quando estava na banda eram muito promocionais: comentar as partes da guitarra, falar que a gente estava em turnê e tal. Muito raramente, ou nunca (provavelmente nunca) eu falava em um nível pessoal."
"Então acho que o pessoal vai curtir ler isso. [...] Acho que vai ser uma leitura muito agradável para eles [os fãs da banda], porque vão pensar 'Caramba, eu não sabia disso!' Vai ter muita coisa revelada que eu nunca tive a oportunidade de trazer à tona — muita coisa boa."
"Estou incrivelmente orgulhoso de todo meu tempo no Megadeth, do que fizemos. O que o Megadeth fez pela minha carreira foi, sem dúvida, meu primeiro passo no mundo real do negócio da música, e sou incrivelmente grato por essa oportunidade. Não tenho absolutamente nenhuma mágoa relacionada ao Megadeth, nenhum sentimento negativo, nada disso. Portanto, não há nenhum tipo de crítica [à banda no livro], só a verdade. Todas as coisas são exatamente do meu ponto de vista, escrevi como aconteceu."
Tanto Ozzy Osbourne quanto Eric Clapton e Keith Richards já disseram muitas vezes que no passado usaram tanta droga que nem lembravam da gravação de um ou mais de seus álbuns. Curiosamente, no instante em que as editoras ofereceram a eles um caminhão de dinheiro, eles rapidinho lembraram tudo em seus mínimos detalhes.
Como Marty já tinha adotado um estilo de vido abstêmio, quando entrou para o Megadeth, suas memórias da época permanecem claras, apenas das décadas que já se passaram.
"Eu estava completamente limpo e sóbrio durante todo o tempo em que estive na banda; nem cerveja bebia. [...] Então, eu me lembro de tudo com clareza e consideração."
Japanese Dreams será lançado em 3 de dezembro pela Permuted Press. Ainda não há confirmação de lançamento em português aqui no Brasil.
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