Tony Iommi elege e demonstra o "solo mais suave" que ele fez no Black Sabbath
Por Bruce William
Postado em 22 de novembro de 2024
Quando lançou seu primeiro disco, o Black Sabbath apresentou ao mundo um som único, unindo riffs pesados a letras que exploravam o lado sombrio da humanidade. Seu álbum de estreia estabeleceu um precedente importante, mas foi com "Paranoid", lançado apenas alguns meses mais tarde, que a banda encontrou sua identidade definitiva. A evolução entre os dois discos foi marcada pela maior coesão e pela intensidade das composições.
"Paranoid" trouxe clássicos como "War Pigs", "Iron Man" e a própria faixa-título, com riffs marcantes e letras que abordavam temas de guerra, alienação e paranoia, que se conectam diretamente ao público jovem da época, e se tornou um dos grandes clássicos fundamentais da história do Rock, sendo considerado um dos trabalhos mais influentes para gerações de bandas pesadas que viriam mais tarde.
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Curiosamente uma das músicas de destaque no álbum é, paradoxalmente, a mais calma e suave delas: "Planet Caravan", terceira faixa do lado A, como se o seu objetivo fosse acalmar os ânimos do ouvinte, pois ela vêm logo depois de duas "pancadas", que são as já citadas "War Pigs" e "Paranoid".
No vídeo a seguir, exibido por Tony Iommi em suas redes sociais, ele aparece tocando um trechinho da canção, junto com os dizeres: "Um dos solos mais suaves do Sabbath. Eu até toquei flauta na gravação original de estúdio de 'Planet Caravan'", seguido do emoji 🤘.
Este pequeno trecho é extraído do vídeo oficial em que o Black Sabbath conta como surgiu a canção "Planet Caravan", que por sua vez é um recorte do DVD "Paranoid", em que a banda conta histórias sobre o lendário álbum. O vídeo pode ser visto ao final, e o trecho acima aparece por volta dos 3 mins e 45 segundos.
No vídeo, Iommi diz: "Eu comecei a tocar esse riff, e achamos que era algo bem tranquilo. O Bill [Ward, baterista] gostou, então ele começou a acompanhar com os pequenos bongôs que ele tinha. Isso acabou se tornando a parte principal da música. Tocamos juntos, com o Bill nos bongôs e o Ozzy [Osbourne] cantando."
Depois o baixista Geezer Butler acrescenta: "Nós gostamos porque era relaxante, ótimo para curtir enquanto estava chapado. Foi assim que ela surgiu. Muitas vezes estávamos apenas improvisando, e o Ozzy improvisava também, cantando junto com tudo. Acho que ele não recebe o crédito suficiente pelo talento que tinha para criar linhas vocais incríveis, como se surgissem do nada. Na maioria das vezes, o que ele criava primeiro acabava sendo usado na música."
"Muitas vezes, ele começava com uma palavra", prossegue Geezer, "e eu pensava: 'Isso é bom!' e eu escrevia o resto da música baseado naquilo. Eu criei essa música no estúdio, bem descontraído. Não queria seguir o clichê de compor sobre amor, então foi algo sobre flutuar pelo universo com alguém amado, em vez de 'vamos ao bar e comer alguma coisa'. Era sobre pegar uma nave espacial, sair para as estrelas e ter o fim de semana romântico definitivo."
Mais adiante, o baixista comenta ainda: "O Tony adorava Django Reinhardt e Joe Pass, e ele tocava muito esse tipo de música. Não se encaixava exatamente com o som mais pesado, mas dava a ele a chance de mostrar suas raízes musicais."
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