O genial golpe de marketing do Iron Maiden que ninguém sabe real intenção até hoje
Por Gustavo Maiato
Postado em 09 de novembro de 2024
Em 1992, o Iron Maiden surpreendeu os fãs ao trazer Adrian Smith, seu ex-guitarrista, de volta ao palco em um momento que até hoje desperta especulações. No show do Monsters of Rock ("Live at Donington"), Smith, que havia deixado a banda em 1989, retornou para uma participação especial, executando a música "Running Free". A cena emocionou a audiência, que esperava ver o guitarrista reintegrado à formação, mas ele deixou o palco logo após a apresentação, sem fazer parte do lineup oficialmente.
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Stjepan Juras, no livro "Fear of the Dark – Um clássico do Iron Maiden", publicado no Brasil pela editora Estética Torta, detalha o episódio e as possíveis intenções por trás do retorno de Smith. "Adrian Smith, o guitarrista cuja saída em 1989 foi sentida pelos fãs por muito tempo, retornava agora, três anos depois. Os fãs explodiram de empolgação quando o viram subir no palco para tocar ‘Running Free’ no fim do show, e os olhos de muitos estavam cheios de lágrimas, imaginando que certamente aquele seria o melhor momento para anunciar uma reunião", descreve Juras. Porém, o reencontro foi breve: "Adrian não ficou depois de tocar aquela música e desapareceu nos bastidores. O doce sonho dos fãs não durou muito, e a pergunta continuou: por que tudo isso aconteceu?"
Para Juras, a resposta está na estratégia do empresário do Iron Maiden, Rod Smallwood, que supostamente planejou o retorno de Smith de forma calculada, observando os impactos entre os fãs e na própria dinâmica da banda. "Eles já sabiam da participação especial de Adrian de antemão, assim como sabiam que ele não retornaria. Quando os músicos se curvaram abraçados para o público entusiasmado, Adrian não ficou depois de tocar aquela música e desapareceu nos bastidores", afirma o autor. Para ele, a aparição de Smith pode ter sido uma forma de medir a reação dos fãs, que haviam boicotado parte dos álbuns lançados após a sua saída e criticado o substituto, Janick Gers.
Juras ainda sugere que a performance de Smith teria servido para avaliar um possível retorno em longo prazo, caso a situação se mostrasse propícia. "Rod queria descobrir como os fãs reagiriam, como Adrian se comportaria e como os fãs se comportariam ao ver Adrian de novo. E como a mídia reagiria", comenta o autor. A repercussão positiva da volta de Smith àquele palco também teria sido uma ferramenta para potencializar as vendas do álbum "Live at Donington", lançado logo após o evento. Contudo, a motivação definitiva por trás da participação do guitarrista permanece envolta em mistério.
O livro ressalta ainda o impacto emocional que Smith tinha sobre Bruce Dickinson, o vocalista, com quem formou uma parceria importante na composição de grandes sucessos do Iron Maiden. Segundo Juras, "desde a saída do Adrian surgiu a opinião de que a banda tinha perdido algo especial". A tensão entre os membros originais e os novos integrantes pode ter sido monitorada pela equipe, antevendo um possível retorno da formação clássica.
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