David Ellefson diz que o rock está morto nos Estados Unidos
Por João Renato Alves
Postado em 05 de dezembro de 2024
David Ellefson já falou inúmeras vezes sobre a importância do Kiss em sua carreira musical. Aparentemente, o ex-baixista do Megadeth também pegou outras influências de Gene Simmons. Como o costume de matar o rock.
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Em recente entrevista ao canal Border City Rock Talk, transcrita pelo Blabbermouth, o músico tratou de declarar a morte do rock, tal qual o ídolo costuma fazer de forma constante na mídia.
"O rock está morto nos Estados Unidos — está mesmo. E eu sei que as pessoas vão me criticar por dizer isso, mas está. Quando Gene Simmons disse isso todo mundo o odiou, mas ele está certo. A menos que você seja uma banda estabelecida, a menos que você seja o Linkin Park, Metallica, Kiss ou Slayer, é difícil começar uma nova banda de rock — as crianças não gostam mais disso. Elas gostam de Facebook e Tesla. Sim, suas vidas estão em seus telefones. Ser uma estrela do rock não é mais legal, como era para nós quando éramos crianças. Então, só se você tem isso estabelecido pode mantê-lo funcionando."
No entanto, o antigo colega de Dave Mustaine deixa claro que a situação em outros locais é diferente. Sobra até um elogio para nós. "Gosto da América do Sul, América Latina em geral, onde eles amam rock and roll. Ásia, Austrália. Fora dos Estados Unidos o rock and roll está muito vivo e bem. Eles defendem o legado e também gostam de coisas novas. Há muito mais... Eu fiz um disco para a Napalm Records, e eles tinham um monte de novos grupos. Jinjer tinha acabado de sair. Há todas essas coisas novas legais. Ao mesmo tempo eu e K.K. Downing, artistas de legados, seguimos lançando discos. Então eu acho que é mais favorável nesses lugares. Você olha para as estatísticas, como os números do Spotify, claramente é mais forte longe daqui. É apenas uma cultura diferente. É o que é."
Como um artista de porte menor em comparação aos gigantes, Ellefson ainda se vale da vantagem de poder ir a mercados menores. "Então eu toco aqui na América, claro, também, mas acho que fora dos EUA, infelizmente, é onde está o pão com manteiga, no que diz respeito ao maior interesse e às habilidades de continuar tocando e fazendo turnês. E eles apreciam isso. Especialmente indo para muitos desses lugares na Europa Oriental, as bandas maiores, até mesmo o Megadeth, tocam em Varsóvia, em Bucareste, mas não pode ir mais fundo no interior para alguns desses lugares menores. E então quando eu faço algumas dessas coisas menores, consigo ser muito mais ágil e posso meio que passar pelas rachaduras e fendas. As pessoas adoram. Aqui na América do Norte você entra no seu carro, dirige por uma rodovia, vai para outra cidade distante para ver um show. Não é tão fácil para outras pessoas em outras culturas. Então eu me sinto um privilegiado de poder levar minha música para eles."
No momento, David comanda o Kings of Thrash com outro ex-Megadeth, o guitarrista Jeff Young. Também participa do Dieth, The Lucid e o Ellefson/Soto, em parceria com o vocalista multibandas Jeff Scott Soto. Recentemente, veio ao Brasil com o Overkill, no lugar de D.D. Verni, ausente após passar por uma cirurgia no ombro.
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