Regis Tadeu analisa Kiko Loureiro seguir carreira após alegar família pra sair do Megadeth
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de janeiro de 2025
A saída de Kiko Loureiro do Megadeth gerou especulações e debates entre fãs e críticos do rock. O guitarrista, que passou anos na icônica banda norte-americana, anunciou sua decisão de deixar o grupo alegando motivos familiares. No entanto, a escolha foi alvo de controvérsias, especialmente após ele lançar um disco solo poucos meses depois. O jornalista Regis Tadeu, amigo pessoal de Kiko, comentou o caso em entrevista ao podcast Entrando na Mente, defendendo o músico e explicando o contexto por trás da decisão.
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"Kiko saiu do Megadeth. Não, não foi treta. Foi uma questão estritamente familiar. Não é papinho, não é desculpa esfarrapada. Ele saiu porque as pessoas acham que show do Megadeth é moleza. Não é. Você fica meses fora de casa. Não é bate e volta, é meses fora. E quando você tem família, filhos... Eu, claro, não sou pai, mas quem tem família sabe que você tem obrigações familiares que são prioritárias", afirmou Regis.
Segundo ele, a rotina exaustiva da banda, que exige longos períodos longe de casa em turnês mundiais, tornou-se incompatível com as responsabilidades pessoais do guitarrista. "Ele sabia como seria a rotina da banda, claro que sabia. Mas em determinado momento, essas obrigações ficaram mais sérias. Eu sei o motivo real, mas é uma coisa muito íntima e, como amigo do Kiko, eu não vou revelar. Respeito muito ele."
Apesar da justificativa, parte dos fãs criticou a decisão de Kiko, especialmente após o lançamento de seu trabalho solo. Para Regis, a reação demonstra uma falta de compreensão da dinâmica entre uma banda de grande porte e uma carreira independente.
"Muita gente criticou o Kiko quando ele saiu do Megadeth, e três meses depois lançou um disco solo e fez apresentações. Falaram: ‘Ah, ele não disse que a família precisava dele? Por que saiu e depois fez isso?’ Mas esses fãs não entendem que a exigência de tocar em uma banda gigante é muito maior do que a de ter uma carreira solo. Vai tentar explicar isso para um fã que não entende nada...", desabafou Regis.
O jornalista também rebateu as acusações de que Kiko teria usado sua passagem pelo Megadeth para impulsionar a carreira solo. "Isso é uma estupidez. O Kiko foi chamado para o Megadeth porque já era um cara grande. Esses fãs não entendem nada. É uma revolta coletiva absurda."
Regis também ressaltou que, apesar de sua saída do Angra, Kiko continua ligado à banda como sócio e participante de decisões estratégicas. "Sobre o Angra, ele continua sendo sócio, claro. Não importa se ele não está mais tocando na banda. Banda é uma empresa. Ele participou da composição das músicas, de várias coisas. Ele tem participação nos processos, inclusive em aprovações de estratégias. Só porque não está tocando, não significa que deixou de ser sócio."
Confira a entrevista completa abaixo.
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