Bruce Kullick relembra o pior (e mais nojento) show que já fez com o Kiss
Por André Garcia
Postado em 26 de fevereiro de 2025
Cada país tem suas peculiaridades, que definem o comportamento daqueles que crescem sob aquela cultura: a fala, a dança, a fé, a culinária, o gosto musical…
A cultura de cada país define até mesmo a forma como as pessoas se portam em shows. No Brasil, assim como na Argentina, o povo tem fama de ser caloroso e apaixonado. Já no Japão é o contrário: eles têm fama de ficarem parados feito estátua e só se moverem para aplaudir entre as músicas.
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Quando o punk surgiu em 1977, virou febre a plateia cuspir nos músicos durante todo o show como uma demonstração de afeto e aprovação. Mesmo anos após a implosão do punk, o hábito nojento se tornou algo cultural na Irlanda. Como o Kiss descobriu da pior forma nos anos 80.
Em recente entrevista para a Guitar Player Bruce Kullick disse que "ser convidado para ser o guitarrista do Kiss foi o ponto alto da minha carreira", mas relembrou qual foi seu pior show com a banda:
"Meu pior show de todos os tempos foi um show do Kiss em Belfast, na Irlanda do Norte. Os conflitos religiosos e políticos naquela região do Reino Unido não entravam na cabeça deste músico [que vos fala] nascido no Brooklyn. A sensação de perigo ao chegar em Belfast e ver a polícia armada [atacando as pessoas] com força total me deixou inquieto."
"A gente tocou no King's Hall, onde bandas como os Beatles, Thin Lizzy e U2 já tinham tocado. Aquele foi o último show da longa turnê mundial do 'Crazy Nights', em 3 de outubro de 1988."
"Na época, não consegui entender o motivo […] mas os fãs empolgados no King's Hall estavam cuspindo em nós! Eles eram muito talentosos em cuspir, chegando até mesmo a acertar o braço da minha guitarra enquanto eu fazia meu melhor para tocar bem."
"Como você pode imaginar, a sensação [de tocar levando cusparadas] foi incrivelmente horrível. Eu tinha cuspe no cabelo e em toda minha roupa! Gene [Simmons] e Paul [Stanley] também sofreram, só Eric Carr foi poupado, por estar protegido atrás da bateria."
"Mais tarde, fomos informados de que é assim que o público na Irlanda expressa seu amor por uma banda: enchendo ela de catarro. Vai me desculpar, mas para mim não rola! Fiquei feliz quando o show terminou e feliz por voltar para casa, nos Estados Unidos."
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