A música envolvente do Ghost inspirada em serial killer enigmático que nunca foi capturado
Por Mateus Ribeiro
Postado em 10 de março de 2025
Fundado na reta final dos anos 2000, o Ghost é um dos grandes nomes do cenário musical moderno. Liderado pelo talentoso vocalista sueco Tobias Forge (que fez parte das bandas Repugnant, Crashdiet e Subvision), o grupo chama a atenção pelo seu visual assustador e por uma sonoridade que mescla elementos de diferentes estilos, do heavy metal ao pop, passando pelo occult rock e pelo rock psicodélico.
O primeiro trabalho de estúdio do Ghost é "Opus Eponymous", lançado em 2010. Responsável por apresentar o intrigante som do grupo ao mundo, o álbum em questão apresenta boas faixas, com destaque para "Ritual", que tem melodia "suave", mas uma letra pra lá de macabra.

Os anos se passaram, o Ghost se firmou como uma força da música pesada e construiu uma discografia interessante, cujo quinto álbum é "Impera". Lançado em 2022, o "play" traz tudo o que os fãs do projeto encabeçado por Tobias gostam: melodias cativantes, letras que abordam temas delicados, riffs marcantes e refrãos grudentos.
A faixa que encerra "Impera", chamada "Respite on the Spitalfields", é um dos pontos altos do disco. Spitalfields é uma área de Londres (capital da Inglaterra), onde um criminoso tocou o terror no final do Século XIX. E a música foi inspirada nesse terrível cenário, de acordo com entrevista que Tobias concedeu à Metal Hammer.
"[A música é] Sobre Jack, o Estripador, que nunca foi capturado. Como fã de terror, a era vitoriana tem muitas pedras fundamentais da escuridão gótica. Sempre gostei da parte vitoriana de Londres e de sua sujeira e indústria, que se misturam com a aristocracia elegante e de luvas brancas."
Jack, o Estripador foi um assassino em série, cuja identidade é um mistério, que após mais de um século pode estar perto da solução. Ele atacou prostitutas, e chegou a cortar as gargantas e remover órgãos internos de algumas.
Segundo o "Jack the Ripper Tour" (pois é…) "Os crimes conhecidos como ‘Assassinatos de Jack, o Estripador’ ocorreram no outono de 1888 na área a leste da cidade de Londres. Era uma área que compreendia os distritos de Spitalfields e Whitechapel, dois dos bairros mais pobres e repletos de crimes da capital vitoriana". No mesmo site, é possível conferir imagens da região onde os crimes foram praticados.
A música que é o tema desta nota foi executada em 54 apresentações ao vivo do Ghost. Para conferir uma dessas performances, clique aqui.
Histórias de Músicas - Ghost
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de heavy metal com mais álbuns em primeiro lugar nos Estados Unidos
A música mais bonita do Radiohead de todos os tempos, segundo Thom Yorke
As três melhores músicas do Iron Maiden escritas por Steve Harris, segundo Nicko McBrain
Vaza suposto título do novo álbum solo de Bruce Dickinson, já finalizado pelo cantor
Bruce Dickinson se junta a Billie Joe Armstrong para cantar "All the Young Dudes"
King Diamond anuncia saída do guitarrista Andy La Rocque
Sem prévio aviso, Avenged Sevenfold disponibiliza novo EP "Statica"
O verso de "Metamorfose Ambulante" que guarda o maior segredo de Raul Seixas
5 clássicos do rock nacional com letras muito mais pesadas do que parecem
5 versões brasileiras que estragaram clássicos do rock
Bon Jovi encerra show antes da hora devido a problema de saúde de Jon
A bebedeira que virou um dos maiores clássicos do Deep Purple
David Gilmour revela quando percebeu que "não quero ser membro do Pink Floyd a vida toda"
O álbum do Metallica que Paulo Ricardo adora: "Obra-prima, canções maravilhosas"
Ganha força rumor sobre turnê conjunta de System of a Down e Faith No More

A música hipnotizante que cita nomes de demônios e viralizou no TikTok
A música inspirada em Ozzy Osbourne que "surgiu do nada" e mudou a história do Ghost
Ghost divulga trailer oficial do filme "2 Big to Rig", gravado no México
Ghost anuncia "2 Big to Rig", registro ao vivo da "Skeletour" no México
Os países que formam o "Big Four" do metal, segundo Mateus Ribeiro


