Glenn Hughes escolhe suas seis músicas preferidas do Deep Purple
Por Bruce William
Postado em 10 de março de 2025
Glenn Hughes ficou apenas três anos no Deep Purple, mas seu impacto na banda foi significativo. Além de assumir o baixo após a saída de Roger Glover, ele trouxe novos elementos musicais, influência soul e uma voz poderosa que ficou marcada. Mesmo décadas depois, Hughes manteve vivo esse legado com o show "Classic Deep Purple Live', que levou o repertório clássico do grupo para diferentes públicos, inclusive com passagem pelo Brasil.
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Sabemos que uma das músicas do "Come Taste The Band" é sua favorita das que gravou com a banda, e para a Classic Rock Hughes listou suas seis músicas favoritas do Deep Purple, abrangendo sua passagem pelas fases "Mark III" e "Mark IV", ao lado de Ritchie Blackmore, David Coverdale, Jon Lord, Ian Paice e, posteriormente, Tommy Bolin.
"Burn" do álbum homônimo de 1974: "Estávamos no Clearwell Castle quando Ritchie disse: 'Devíamos escrever uma música chamada Burn'. Ele já tinha o título em mente. Os cinco compusemos juntos na cripta do castelo, em G maior; o trecho de Bach do Jon, a inserção do riff... parecia mágico. É um rock dramático, com pausas, reviravoltas e vocais harmonizados. Era algo completamente diferente do que o Deep Purple já havia feito antes. Foi a resposta para quem duvidava que a nova formação funcionaria."
"You Can’t Do It Right (With The One You Love)" do "Stormbringer" de 1974: "Ritchie já pensava em sair antes de começarmos a gravar 'Stormbringer', então ele não trouxe muito material. Jon, David e eu escrevemos algumas músicas bem diferentes para o Purple. Essa foi um ótimo espaço para mim e David fazermos nosso dueto vocal."
"Love Don’t Mean A Thing" do "Stormbringer" de 1974: "Depois, Ritchie chamou essas músicas de 'shoeshine music' [Nota: seria uma música mais comercial ou acessível], mas é importante dizer que ele tocou muito bem nelas. Sei que ele queria que o Mark III fosse diferente do Mark II, então, se 'Stormbringer' é ou não 'shoeshine music'... bem, acho que ele conseguiu o que queria. E a banda tocou de forma incrível nessas faixas."
"Sail Away" do "Burn" de 1974: "Ainda estávamos no Clearwell Castle, talvez fosse a segunda ou terceira música do álbum. Para mim, que vinha do Trapeze, me identifiquei muito com o groove dessa canção. Até hoje, amo cantar e tocar essa música."
"This Time Around / Owed to 'G'" do "Come Taste The Band" de 1975: "Para 'Come Taste The Band', meu irmão Tommy Bolin havia substituído Ritchie. Jon e eu escrevemos 'This Time Around' sozinhos, no estúdio, de madrugada. Jon tocava esse movimento muito legal e comecei a cantar. Eu não fazia ideia da letra, só deixei sair. A música se escreveu sozinha em meia hora. Chamamos Martin [Birch] para gravar um demo, e no dia seguinte registramos oficialmente. Meu momento com Jon nessa música é algo que sempre vou guardar com carinho."
"Gettin' Tighter" do "Come Taste The Band" de 1975: "Escrevemos 'Come Taste The Band' na minha casa. Tommy estava morando comigo na época. Levamos a música para os outros caras e eles adoraram. Eu ainda toco essa música como uma homenagem a Tommy. Na verdade, é a única do meu tempo no Purple que toquei em todos os meus shows desde 4 de dezembro de 1976, data da morte de Bolin, aos 25 anos."
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