O álbum de hard rock que Corey Taylor chamou de "um dos piores de todos os tempos"
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de abril de 2025
Conhecido pelo estilo pesado no Slipknot e pelo tom mais melódico no Stone Sour, o vocalista Corey Taylor nunca teve papas na língua — nem no palco, nem fora dele. Autor de quatro livros e ex-colunista de revista de rock, Taylor sempre aproveita brechas para destilar opiniões ácidas.
Em uma participação no canal do YouTube Kilpop (via Far Out), Taylor relembrou os primeiros discos que comprou na juventude. Entre clássicos como "Somewhere in Tim"e e "Powerslave" do Iron Maiden, e o sempre exagerado "Girls, Girls, Girls" do Mötley Crüe, ele revelou um arrependimento profundo: o álbum "QR III", do Quiet Riot.

"Comprei porque não sabia o que estava fazendo, sabe?", disse, entre risos e caretas constrangidas. Em seguida, não hesitou em classificar o disco como "um dos piores álbuns de todos os tempos", com uma única exceção: o single "The Wild and the Young", que ele admite ainda ter algum apelo nostálgico.
Lançado em 1986, "QR III" foi uma tentativa da banda de surfar na onda do glam metal da época. O problema é que, segundo Taylor, o disco soa genérico, artificial e longe da energia que marcou os primeiros passos do Quiet Riot — grupo mais lembrado por ter revelado o guitarrista Randy Rhoads, que depois brilhou com Ozzy Osbourne.
"Naquela época, a gente gravava fitas do rádio, trocava cassetes… era tudo meio caótico", lembrou o cantor, em uma crítica indireta à nova geração que consome música por streaming. A contradição, claro, não passou batida, já que gravar músicas do rádio também não era exatamente uma forma "honesta" de adquirir música — ao menos sob a ótica da indústria.
No fim, Corey Taylor reconhece que cair em ciladas musicais faz parte do processo de se tornar fã. Mesmo que hoje boa parte do que ele produza fora do Slipknot seja, como diz o próprio texto da Far Out, uma versão "honesta do cringe" — algo constrangedor, mas inevitável.
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