O que "The Final Countdown" representou para o Europe, segundo Ian Haugland
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de abril de 2025
Poucas músicas alcançam o status de hino. Menos ainda mantêm essa condição por quatro décadas. No caso do Europe, a faixa "The Final Countdown" não apenas atravessou gerações, como redefiniu o destino da banda sueca. Prestes a retornar ao Brasil para mais uma edição do Monsters of Rock, o grupo vive uma fase de celebração e renovação.
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Em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira, o baterista Ian Haugland falou sobre a importância do hit lançado em 1986, os preparativos para o show no Brasil e os planos de um novo álbum. O ano de 2026, aliás, promete ser simbólico: será quando The Final Countdown completa 40 anos. O conteúdo também está disponível no YouTube.
"Provavelmente faremos ainda mais shows do que neste ano", revelou Ian. "Teremos o novo álbum, o aniversário de 40 anos de The Final Countdown e também o lançamento de um documentário sobre a história da banda", adiantou. "Muita coisa nova e comemorativa vai rolar com o Europe no ano que vem. Estamos construindo tudo isso para chegar num grande clímax — e este ano é só o aquecimento."
Ao falar sobre o legado da faixa-título do disco, o baterista foi direto: "‘The Final Countdown’ é, se não o único, com certeza o principal motivo de ainda estarmos na ativa. É impressionante como uma única música — quatro minutos de som — pode mudar completamente sua vida."
Mais do que um sucesso comercial, a canção se tornou símbolo de conquistas pessoais e coletivas. "Já encontrei fãs que associam a música a momentos marcantes, como o primeiro beijo, ou alguma conquista importante. Ela já foi usada em eleições, eventos esportivos… de tudo", comentou. "Para a história do Europe, 'The Final Countdown' significou tudo. Sem ela, não estaríamos aqui hoje, isso é certo."
Europe e "The Final Countdown"
Mesmo após tantos anos, tocar o hit ainda provoca uma resposta emocional em Haugland. "Adoro tocar essa música, todas as vezes. Não é como se eu escutasse em casa enquanto lavo a louça, sabe?", brincou. "Mas quando a tocamos ao vivo, é sempre um acontecimento. Ela carrega muitas memórias e desperta muita emoção nas pessoas. Toda vez que começa, é como uma explosão de alegria."
Sobre o repertório da apresentação no Brasil, Ian destacou que a ideia é mesclar clássicos com faixas menos conhecidas, especialmente em um festival com público diversificado. "Tentamos fazer uma mistura entre os maiores sucessos e alguns lados B que são os nossos preferidos — justamente para apresentar algo diferente para quem talvez não conheça tão bem o som do Europe."
Ele também comentou sobre o desafio de abrir para outras grandes atrações. "Tocar como banda de abertura sempre representa um desafio — você é meio que o azarão da noite. Mas isso também te dá um impulso extra, uma energia a mais para mostrar ao público do headliner do que você é capaz."
Com mais de 40 anos de estrada, o Europe segue vivo não só pelo peso do passado, mas por sua capacidade de olhar para frente. "Acho que desta vez o pacote está ainda mais bem amarrado", disse sobre o line-up do Monsters of Rock. "Vai ser incrível."
Confira a entrevista completa abaixo.
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