Max Cavalera considerava "Roots" um disco "pretensioso" que "chegou na hora certa"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 09 de abril de 2025
Lançado em fevereiro de 1996, "Roots" é o disco mais popular da carreira do Sepultura. Sucessor do clássico "Chaos A.D.", o álbum mescla o tradicional peso do heavy metal com influências de música brasileira e percussão tribal, como pode ser ouvido nas marcantes "Roots Bloody Roots", "Attitude" e "Ratamahatta".
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Pesado e inovador, "Roots" foi tema de matéria publicada na edição de 9 de março de 1996 do jornal Folha de S. Paulo. A reportagem traz a opinião de Max Cavalera, fundador e ex-guitarrista/vocalista do Sepultura, a respeito do álbum que se tornou sua obra mais famosa.
"O disco é pretensioso. Mas chegou na hora certa. Existe uma carência no mundo do rock pesado por coisas novas, porque está tudo soando muito igual. Acho que reinventamos o estilo pesado misturando com as coisas brasileiras. Sem querer inventamos um estilo novo."
Na mesma reportagem, Max comentou o sucesso alcançado por "Roots". O músico afirmou que naquele momento, o Sepultura estava disputando as paradas com nomes mais populares.
"É assustador, porque não esperávamos que o disco fosse tão bem recebido. Na Inglaterra, por exemplo, o disco está em quarto lugar na parada nacional, na França acho que é o quinto. Isso nunca aconteceu com o Sepultura, a gente sempre entrava em 50º e achávamos legal. Agora não, estamos competindo com Oasis, Mariah Carey, coisas superpop."
Embora tenha sacudido a cena do metal, "Roots" marca o fim da história de Max Cavalera como integrante do Sepultura. Ele deixou a banda em dezembro de 1996, durante a turnê de divulgação do álbum. Mas isso é história para outra hora.
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