Roy Khan fala sobre possível turnê de reunião com o Kamelot: "Estamos conversando"
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de abril de 2025
O vocalista norueguês Roy Khan, conhecido pelo período em que integrou o Kamelot, afirmou estar aberto a uma possível reunião com a banda. Em entrevista recente ao jornalista Gustavo Maiato, o músico revelou que já houve conversas informais sobre o assunto. "A gente tem conversado sobre fazer algo assim em algum momento. Vamos ver. Por que não? Acho que seria uma ótima experiência para todos nós", disse.
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A fala surgiu após uma comparação com outras bandas de metal melódico, como o Helloween, que vêm promovendo turnês comemorativas com ex-integrantes. Embora não tenha dado detalhes ou datas, Khan deixou claro que a porta está aberta para um reencontro.
Roy Khan e Kamelot
Roy Khan deixou o Kamelot em 2011, após 13 anos à frente dos vocais da banda norte-americana. À época, surgiram rumores de que a saída estaria ligada a questões religiosas. Durante a entrevista, ele negou essa versão.
"Não, não. Eu não saí por causa de religião. Esse não foi o motivo da minha saída", esclareceu. Segundo ele, houve, sim, especulações por parte dos fãs. "Eu li sobre isso. Mas as pessoas sempre vão ter sua própria versão da verdade e vão se apegar a isso. Não é inteligente deixar que esse tipo de coisa te atinja."
Em outras entrevistas, Khan já havia explicado que o principal motivo de sua saída foi o esgotamento mental. Em 2014, revelou ter enfrentado um colapso durante o verão de 2010, quando passou seis semanas quase sem dormir.
"Eu levava minha vida de uma maneira realmente ruim, trabalhando demais. Estava fora de casa metade do ano. E, quando estava em casa, não era realmente presente. Vivia nessa bolha do Kamelot e sentia que essas duas personas — o artista e o homem comum — estavam me rasgando por dentro."
Na mesma conversa, ele contou que chegou a um acordo com Thomas Youngblood, guitarrista e líder do Kamelot, para que sua saída só fosse anunciada oficialmente caso ele decidisse não retornar. Isso não aconteceu.
"Eu apenas senti que era uma vida que tinha deixado para trás. Duas semanas antes do lançamento de ‘Poetry for the Poisoned’ (2010), eu já havia decidido que não faria mais isso. Só de pensar em ir ao aeroporto, eu ficava fisicamente doente."
Ao deixar os palcos, Khan iniciou um novo capítulo em sua vida: passou a frequentar uma igreja local e, mais tarde, assumiu atividades com um grupo de jovens. "Foi um choque de realidade. No Kamelot, eu cantava para dezenas de milhares de pessoas. De repente, comecei um clube juvenil e, na primeira noite, apareceram só duas pessoas. Isso mexeu com meu ego. Mas talvez fosse o que eu precisava naquele momento."
Apesar da aproximação com a igreja, o vocalista evita classificações definitivas sobre sua fé atual. "Ainda vou à igreja de vez em quando, mas não acho que isso seja o mais importante. Cada pessoa tem uma definição diferente de Deus. É algo que está sempre na minha mente, mesmo que eu não escute uma voz audível."
Khan também falou sobre sua atual banda, Conception, e comentou a composição de "Waywardly Broken", faixa do álbum "State of Deception" (2020). "A música fala sobre a transição emocional da vida que eu tinha para a nova vida que construí. Toda decisão na vida é uma luta, pequena ou grande. Mas todos esses passos, por menores que sejam, formam a jornada completa no final."
Roy Khan e Edu Falaschi
Roy Khan se apresenta em São Paulo no dia 5 de julho, no Tokio Marine Hall. O cantor norueguês será co-headliner do espetáculo Temple of Shadows in Concert, de Edu Falaschi, em uma noite que reunirá banda, orquestra sinfônica e convidados especiais.
A grande atração para os fãs de prog e power metal será a performance de faixas do álbum "The Black Halo" (2005), considerado um clássico do gênero. Acompanhado pela banda brasileira Maestrick e por uma orquestra regida pelo maestro Ricardo Michelino, Khan promete reviver músicas como "March of Mephisto" e "The Haunting" em um setlist exclusivo.
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