Paul Stanley escolhe seus 5 álbuns preferidos do Kiss
Por João Renato Alves
Postado em 11 de junho de 2025
Durante participação no podcast Broken Record, via Blabbermouth, Paul Stanley foi convidado a escolher seu Top 5 de álbuns do Kiss. O vocalista e guitarrista recorreu a algumas seleções "fora da curva", com direito a incluir trabalhos ao vivo. Como o que ficou no topo do ranking.
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"Por diferentes razões, a primeira tem que ser 'Kiss Alive!'. Ele realmente capturou a essência da experiência ao vivo. Isso não teria acontecido sem a gente entrar no estúdio e aprimorar tudo. Antes dele, álbuns ao vivo cansavam o fã depois de quatro horas ouvindo. Você nem sabia que era ao vivo até o final da música, quando ouvia algumas palmas. Queríamos um que te envolvesse, uma imersão na experiência, o que significa estar cercado de pessoas, o que significa bombas explodindo de forma ensurdecedora, o que significa consertar qualquer erro ou corda quebrada. Esnobes ou puristas podem ter menosprezado essa ideia, mas a verdade é que esse álbum ainda é considerado, se não o melhor, um dos melhores, e em muitos círculos, o melhor álbum ao vivo de todos os tempos. Não porque tudo fosse ao vivo, mas porque capturava a experiência ao vivo."
O segundo posto ficou justamente com o sucessor de "Alive!", quando a banda deu um passo adiante em seu aprimoramento musical ao juntar forças com um icônico produtor. "'Destroyer' não soava muito como seus antecessores. Mas trabalhar com Bob Ezrin foi uma tremenda educação, um aprendizado, uma disciplina, um aprimoramento da escrita. Deixar de lado, pelo menos temporariamente, todas as músicas sobre dormir com essa ou aquela pessoa ou fazer festas, elevou o nível. Muitas dessas músicas acabaram no nosso show até o final da carreira, como 'Detroit Rock City', 'God Of Thunder', 'Beth', e 'Shout It Out Loud'."
A medalha de bronze surpreendeu, sendo oferecida ao primeiro dos dois discos de estúdio gravados pela derradeira formação. "'Sonic Boom' foi um ótimo álbum de uma banda que reconheceu suas raízes, de onde veio, superou as dificuldades e seguiu em frente. Eu adoro esse álbum e adoro o espírito que o compôs, onde todos sabiam o que queriam fazer e davam o seu melhor. E o melhor da maioria das pessoas, eu acho, vem de tentar melhorar a equipe, a banda ou qualquer coisa em que você esteja envolvido. E o espírito de equipe em 'Sonic Boom' era realmente palpável. E um ótimo álbum. Se uma música como 'Modern Day Delilah' estivesse em 'Rock And Roll Over', seria um clássico. Mas as canções levam décadas para ganhar esse tipo de reconhecimento ou para ter aquela conexão de quando você a ouviu em um determinado momento da vida. Então, com o passar do tempo, as músicas podiam ser ótimas, mas não tinham o brilho de estarem presas ao passado. Então, fosse ‘Modern Day Delilah’ ou ‘Hell Or Hallelujah’ (do álbum ‘Monster’, de 2012)... E eu simplesmente me peguei pensando: ‘Isso é o nosso melhor’. Mas os tempos são diferentes, as pessoas não se conectam com as músicas como se fossem peças do tempo ou uma fotografia sonora de um determinado período. Então, "Sonic Boom" estaria entre os três primeiros."
Mencionado acima, "Rock and Roll Over" ficou com o quarto lugar na lista de Paul. "Gosto desse álbum. Não chega nem perto do que soávamos, e isso depois de 'Kiss Alive!'. Era muito difícil para nós, talvez por causa de algumas das pessoas com quem trabalhávamos. Simplesmente nos escapou. Gravamos algo com foco real e clareza do que estávamos fazendo, então é muito bom."
O último escolhido do Starchild foi "Kiss MTV Unplugged", que desencadeou a reunião da formação original e a retomada das maquiagens em 1996. "Eu adoro 'Kiss Unplugged'. Ouvi um pouco dele há alguns dias. A banda estava simplesmente arrasando naquele momento. Sem efeitos, sem amplificadores, sem correria — nós com violões e bateria, cantando sem parar. Também me deu a chance de valorizar o material, porque sempre fui adepto da ideia de que uma boa música pode ser tocada apenas com um violão. Você ouve 'Sure Know Something' ou 'I Still Love You' e se impressiona simplesmente porque são muito boas. Adoro a simplicidade e o fato de a qualidade ser inegável. Quero dizer, são apenas quatro caras com seus instrumentos."
O Kiss encerrou a turnê "End of the Road" em dezembro de 2023, anunciando sua despedida dos palcos. Os músicos seguem em atividades próprias e se reencontrarão em ocasiões especiais, como o aniversário de 50 anos do fã-clube Kiss Army, que acontece no final do ano em Las Vegas, Estados Unidos.
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