Paul Stanley em 1984 jurava que o Kiss "jamais" voltaria a usar maquiagem
Por André Garcia
Postado em 30 de agosto de 2025
Em meados dos anos 70, o Kiss fez tanto sucesso e tanto marketing que ficou ainda mais conhecido pelas maquiagens do que pela música. Foi nessa época que nomes como Aerosmith os criticavam por deixar a música em segundo plano, e os chamavam de banda de histórias em quadrinhos.
Em passagem pelo Brasil na turnê de "Creatures of the Night", em 1983 o Kiss fez aquele que por muito tempo seria seu último show mascarado. Pouco depois eles lançaram "Lick It Up" de cara limpa.
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No ano seguinte, em entrevista disponível no YouTube, Paul Stanley foi questionado sobre algum dia, em um futuro não muito distante, eles retornarem às máscaras — nem que apenas por uma apresentação. A resposta foi categórica.
"Jamais! Sabe, o mais importante é sempre respeitar o que você fez — e nós fizemos, conquistamos grandes coisas. Você preserva essas coisas como algo sagrado; e a forma de preservar como sagrado é respeitando. A maquiagem não é algo que eu usaria de brincadeira. Não é algo que eu usaria para deixar alguém feliz, sabendo que aquilo é passado. O presente e o futuro são o mais importante. Você tem que construir sobre o que fez antes, não depender daquilo."

Passados 12 anos dessa declaração, em 28 de fevereiro de 1996, na 38ª edição do Grammy Awards, o Kiss retornou não apenas às máscaras, mas também a sua formação original. Apresentados pelo rapper Tupac, pela primeira vez em 17 anos o quarteto fez uma aparição pública totalmente caracterizados.
Moral da história: nunca diga nunca.
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