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Regis Tadeu explica por que o Queen começou a fazer música ruim

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Postado em 30 de setembro de 2025

No vídeo "Queen - Por que a banda começou a fazer música ruim?", que pode ser visto no player abaixo, o jornalista e crítico musical Regis Tadeu revisita a trajetória do grupo e sustenta que houve um declínio artístico do Queen do fim dos anos 70 em diante. Para situar a curva descendente, ele cita o auge setentista e puxa uma máxima doméstica: "O que sobe sempre desce."

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O ponto de mudança, na visão de Regis, é o "Jazz" (1978). Ele admite méritos e hits, mas aponta falta de coesão e mudança de foco. Nas palavras dele, "esse disco aqui ele não é de todo ruim, longe disso, né?", porém o trabalho "soou muito desconexo" e marcou o início das oscilações entre rock, pop, vaudeville e outras experiências.

Foto: YouTube Oficial
Foto: YouTube Oficial

Em "The Game" (1980), Regis vê um caso "curioso": dois singles gigantes - "Another One Bites the Dust" e "Crazy Little Thing Called Love" - seguram a banda no topo, mas o álbum, para ele, é irregular e muito polido, afastando parte dos fãs mais antigos. A crítica teria reagido de forma morna, e a banda "corria atrás de um som mais acessível".

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O cenário piora com "Flash Gordon" (1980), trilha que ele chama de desnecessária, e chega ao fundo do poço em "Hot Space" (1982). A guinada ao pop/funk/disco, diz, não funcionou. Daí ele diz: "esse disco todo, cara, é uma tentativa desastrosa de mergulhar de cabeça no pop funk disco da época", citando "Under Pressure" como rara exceção.

Houve respiros: "The Works" (1984) recolocou o Queen no radar com "Radio Ga Ga" e "I Want to Break Free" - ainda que, no conjunto, permaneça irregular. Depois vieram "A Kind of Magic" (1986), que ele vê como colagem desconexa de ideias, "The Miracle" (1989), e o "surpreendente" "Innuendo" (1991), antes do póstumo "Made in Heaven" (1995).

No fechamento, Regis amarra a tese: após "News of the World", o Queen teria cedido à pressão por hits e tendências pop, perdendo a consistência de álbum inteiro e vivendo de lampejos, uma leitura dura e opinativa sobre uma banda que, mesmo nos tropeços, seguiu produzindo canções que atravessaram décadas.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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