As três bandas de metal que Ozzy Osbourne não curtiu; "cadê a melodia?"
Por Bruce William
Postado em 11 de outubro de 2025
Se tem alguém que poderia torcer o nariz sem culpa para certos rumos do metal, esse alguém é Ozzy Osbourne. O cara ajudou a desenhar a base com o Black Sabbath - peso, afinação baixa, clima soturno - e viu, de perto, o gênero se multiplicar em sub estilos para todos os gostos. Nem tudo, porém, conversava com seus ouvidos.
Ozzy não reclamava da agressividade em si. O ponto, para ele, era outro. Em suas palavras, conforme apurado pela Far Out: "Muitas dessas bandas novas têm agressividade, mas cadê a melodia?" E quando precisou dar nome aos bois, não hesitou. "Eu não saio correndo para comprar os discos novos do Snot, do Sepultura ou do Megadeth. Esse som não é novidade pra mim, e o que eu faço como profissão e o que eu gosto são duas coisas diferentes."
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Dá para entender a lógica. Mesmo nos momentos mais pesados do Sabbath - e depois na carreira solo - havia sempre um fio melódico segurando o tema. Ozzy cresceu ouvindo Beatles e pop britânico; isso moldou o jeito como ele enxerga canção: refrão, linha vocal que gruda, um gancho que organiza o caos. A pancada pode vir, mas sem melodia, para ele, vira parede.
O incômodo não era uma cruzada "anti-extremo"; é um recorte pessoal de quem ajudou a abrir a porteira e, justamente por isso, não se empolga com tudo que passa. Ele separa bem: respeito profissional por quem trabalha duro, gosto pessoal guardado para o que conversa com sua formação musical.
Curiosamente nenhuma das três bandas citadas por Ozzy (Snot, Sepultura, Megadeth) tocou no show de despedida realizado no Villa Park; as únicas conexões foram individuais: Eloy Casagrande (ex-Sepultura, hoje no Slipknot) aparecendo como convidado em "Supernaut", e David Ellefson (ex-Megadeth) integrando o "supergroup" em algumas faixas.
Também vale a nota de contexto: o metal dos anos 1990 e 2000 empurrou limites de timbre, andamento e técnica. Para muita gente, essa escalada é o encanto; para Ozzy, às vezes, é o ponto em que a música perde contorno. Na régua dele, peso sem melodia cansa rápido.
No fim, a fala não reescreve a história de ninguém, só revela a régua interna de quem esteve lá desde o começo. Ozzy sempre misturou sombra com canto; quando a sombra engole o canto, ele simplesmente muda de faixa.
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