O conselho da mãe de Roger Waters que não vale mais, segundo Humberto Gessinger
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de outubro de 2025
Durante participação no Perimetral Podcast, o músico Humberto Gessinger refletiu sobre o excesso de informação nos tempos atuais e citou um exemplo curioso envolvendo Roger Waters, ex-integrante do Pink Floyd. O cantor e compositor gaúcho contou que sempre admirou o britânico, mas observou que até os conselhos mais bem-intencionados do passado perderam o sentido diante da realidade digital.
"Sou fãzaço do Roger Waters, e ele sempre conta a mesma história", começou Gessinger. "Quando era criança, a mãe dele dizia: 'Roger, quando tiver algum problema, lê, lê, lê. E quando terminar de ler, lê mais e faz a coisa certa'. Ele fala isso como se fosse uma coisa linda, uma lição de vida", relatou.

Mas, segundo o líder dos Engenheiros do Hawaii, o conselho já não se aplica à era da desinformação. "Hoje em dia, isso não dá mais. Lê o quê, cara? Lê o quê?", questionou. "Tem muita gente falando de maneira racional os maiores absurdos. A informação virou uma água não potável - você precisa levar pra casa, ferver e coar."
O músico destacou que, em tempos de excesso informacional e bolhas digitais, a busca por conhecimento exige cautela e senso crítico. "Eu não tenho culhão pra dizer pra alguém o que é certo ou errado. O que eu vendo é a minha dúvida. A dúvida é o que mantém a mente aberta."
Confira a entrevista completa abaixo.
Roger Waters, Pink Floyd e Humberto Gessinger
Humberto Gessinger, vocalista e baixista dos Engenheiros do Hawaii, sempre demonstrou grande apreço por bandas de rock progressivo. Em entrevista concedida à revista BIZZ em 1988, o músico destacou a importância de "The Dark Side of the Moon", clássico do Pink Floyd, em sua formação musical. Segundo ele, o disco foi uma "escolha que definiu a minha vida", descrevendo-o como "um discurso extremamente racional sobre a irracionalidade". Na mesma conversa, Gessinger recordou os tempos de colégio, quando se identificava com a "turma dos progressivos", em contraposição aos fãs de discoteca e hard rock.
A influência do Pink Floyd foi decisiva para moldar o olhar conceitual e filosófico de Gessinger sobre a música. Sua admiração por álbuns conceituais e sonoridades elaboradas refletiu-se no estilo dos Engenheiros do Hawaii, especialmente nas letras que equilibram razão e emoção - característica que ele próprio associou ao espírito do grupo britânico. O músico ainda mencionou que, após o surgimento do punk, buscou conciliar simplicidade e sofisticação, mantendo o apreço por bandas "geniais no trabalho", como o Rush. Curiosamente, Gessinger revelou ter comprado toda a discografia do Iron Maiden durante um "carnaval solitário", definindo o gesto como "um revival individual".
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