Poppy fala sobre Metallica, Judas Priest, Linkin Park, Amy Lee e perigos do TikTok
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de novembro de 2025
Poppy é uma das artistas mais imprevisíveis e intrigantes da música atual. Entre experimentações pop, industrial barulhento e riffs cada vez mais pesados, ela encontrou uma nova fase criativa que vem conquistando grande parte do público - especialmente os fãs de metal.
Em entrevista exclusiva a Gustavo Maiato, do Whiplash.net, a cantora explicou por que tanta gente se identifica com sua sonoridade atual. "Acho que é porque é música empolgante e estou me divertindo muito fazendo isso. Eu adoro tocar esses shows, é tudo muito energético", afirmou. Apesar da força online dessa comunidade, ela diz que não acompanha muito o debate virtual: "Gosto de experimentar tudo ao vivo, no mundo real. Não sigo muito a parte online".

Durante a conversa, Poppy relembrou a colaboração tripla com Amy Lee e Courtney LaPlante na faixa "End of You", uma união que chamou atenção pela força vocal das três artistas. Segundo ela, a ideia nasceu em estúdio, enquanto trabalhava com o produtor Jordan Fish. "Pensamos em como seria ter outras vozes, um trio. Mostramos para a Amy e para a Courtney e elas ficaram muito animadas", contou. Para Poppy, a química entre as três foi natural: "Somos vocalistas na linha de frente dos nossos projetos. Únicas, mas unificadas".
A artista também comentou sua relação criativa com Jordan Fish, ex-Bring Me the Horizon. Os dois se conheceram em 2019, durante uma turnê conjunta, e mantiveram contato esporádico até finalmente trabalharem juntos. "Mostrávamos que éramos fãs do trabalho um do outro à distância. Um dia descobrimos que estávamos gravando ao mesmo tempo e tudo fluiu naturalmente", disse. A primeira música feita em parceria foi "New Way Out", que os motivou a continuar compondo. Para Poppy, a sintonia entre ambos tem sido um dos motores de sua fase mais pesada.
Outro tema abordado foi a passagem recente da cantora pelo Brasil, onde se apresentou ao lado do Linkin Park. Fã antiga da banda, ela descreveu a experiência como "incrível". "Ouvir aquelas músicas icônicas ao vivo, em um estádio, com tanta gente cantando… é incrível", contou. Poppy destacou o público brasileiro como um dos mais intensos que já encontrou e disse que guardar boas memórias das apresentações: "Os shows foram a melhor parte. Tocar para tantas pessoas foi muito emocionante".
No último Grammy, Poppy concorreu ao lado de gigantes como Metallica e Judas Priest. Ela afirmou admirar ambos, embora não os considere influências diretas. Suas referências vão para outro espectro: "Amo Gary Numan, Radiohead, Linkin Park, Battles, Failure… Também Cyndi Lauper, Nine Inch Nails, David Bowie, Sigur Rós e Queens of the Stone Age", listou. Quando questionada sobre três discos que mudaram sua vida, ela citou "Hail to the Thief" (Radiohead), "The Fragile" (Nine Inch Nails) e "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (The Beatles). Já sobre "Lowlife", seu vídeo mais assistido no YouTube, com 73 milhões de views, ela surpreendeu ao dizer: "Não lembro de ter gravado. Se tem muitas views, provavelmente é porque é antiga".
Ao final, Poppy deu um conselho curioso para quem deseja trilhar carreira artística: postar menos. "Não poste tudo no TikTok. Se as pessoas pararem de tratar a internet como um diário, a vida delas pode ficar mais satisfatória", afirmou. Segundo ela, o excesso de exposição "destrói o desenvolvimento pessoal". Sobre o próximo álbum, manteve o mistério característico de sua estética: "Vai soar como um álbum da Poppy. Você só vai saber quando ouvir pela primeira vez". Antes de se despedir, deixou um recado aos fãs brasileiros: "Olá, Brasil. Espero ver vocês em breve. Me diverti muito. Venham ao show".
Confira a entrevista completa abaixo.
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