Lemmy queria morrer no último show do Motörhead, revela empresário da banda
Por João Renato Alves
Postado em 28 de novembro de 2025
A nova edição da revista britânica Metal Hammer presta homenagem a Lemmy Kilmister. A morte do baixista e vocalista do Motörhead completa uma década no próximo dia 28 de dezembro. Todd Singerman, empresário da banda, exaltou a forma como o músico tratou a notícia dada pelo médico de que sua vida estava chegando ao fim.
"Ele encarou a morte como um campeão. Quando o doutor foi até sua casa e deu a notícia, eu estava junto. Chorei ali mesmo, não pude evitar. E foi o próprio Lemmy quem me consolou. Dois dias após o diagnóstico, ele partiu."

Todd ainda ressaltou que Kilmister tinha um objetivo que não cumpriu – mas acabou gerando uma coincidência justamente agora, em 2025. "O objetivo dele era literalmente cair morto após o último show da última turnê. Errou por duas semanas. Ozzy e ele morreram 17 dias após a última vez que subiram em um palco."
O derradeiro concerto do Motörhead aconteceu em 11 de dezembro de 2015, na cidade alemã de Berlim. O Saxon era a atração de abertura da turnê, que celebrava 40 anos da banda. À mesma publicação, o vocalista Biff Byford concordou com Singerman sobre o propósito de Lemmy.
"Acredito que ele queria bater as botas na estrada. Mas não deve ter ficado muito decepcionado com o rumo que as coisas tomaram. Jogando um maldito videogame. Ele morreu como viveu. Pelo menos foi rápido."
O baterista Mikkey Dee reconhece a tristeza da situação, mas prefere ver tudo por outro foco. "Em entrevistas, as pessoas diziam: 'É uma tragédia'. Eu respondia: 'Não é uma tragédia'. É triste, mas veja por este ângulo: Lemmy viveu 70 anos de acordo com seus princípios, do seu jeito."
Por conta disso, o guitarrista Phil Campbell entende que se o antigo patrão ainda estivesse por aqui, as coisas simplesmente teriam seguido como já eram. "Estaríamos tocando juntos como Motörhead. Nunca discutimos o fim. Era sempre o próximo disco, a próxima turnê, o próximo show, a próxima música... Ainda estaríamos mandando ver, gostem ou não."
O Motörhead lançou 22 álbuns de estúdio e vendeu mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo. Na maior parte da carreira como power trio, o grupo se tornou uma espécie de elo perdido do rock pesado, agradando de punks a headbangers.
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