Skillet e o 30º aniversário: mais metal, menos nostalgias (por enquanto)
Por Sergio Verine
Postado em 15 de dezembro de 2025
2026 está chegando, e se você acha que o Skillet vai se jogar de cabeça nas comemorações do seu 30º aniversário de carreira, já pode tirar o cavalinho da chuva. Ou melhor, ainda não. Em entrevista ao programa britânico The Sound Lab, John Cooper, o vocalista e baixista da banda, deu o papo reto: nada de show especial ou evento comemorativo. Por enquanto, o rolê de celebração ainda está na fila de espera, já que a banda não conseguiu chegar a um consenso sobre como (ou mesmo se) vai marcar a data.

Sobre o futuro, não é só a nostalgia que está no radar. "Vamos lançar músicas novas em 2026, se Deus quiser", afirmou Cooper. Algumas faixas já estão no forno, e o objetivo é usar o aniversário de 30 anos como uma espécie de recomeço. Se o Skillet se sentir mais jovem de novo? Talvez. "Sentir-se jovem de novo, lançando músicas que amamos e nas quais acreditamos", descreveu Cooper, com aquele ar de quem quer reconquistar o mundo de 1996, mas agora com mais riffs pesados e um pouco de metal na veia.
Falando em peso, a vibe do Skillet está cada vez mais metal. A prova disso? A música natalina O Come, O Come Emmanuel (sim, você leu certo) de 2025, um pequeno experimento onde a banda se lançou em afinações graves e elementos de prog metal, um território que não exploravam há muito tempo. A mudança foi tão radical que, para Cooper, era como voltar para os bons tempos de 2003, quando o som da banda era ainda mais pesado. E adivinha? Esse espírito de metal estará no novo material, já que eles estão apostando nessa sonoridade nas faixas que estão criando.
Não pense que a banda está em modo "velhinho relembrando os áureos tempos". Skillet continua a crescer, e o último álbum, Revolution, lançado em 2024 pelo selo independente da banda, é uma prova disso. Se antes a banda era conhecida pelos riffs densos e pela pegada mais pop do rock cristão, agora eles estão se permitindo – e muito – ser mais ousados, explorando territórios mais pesados e até pegadas de prog metal em seus shows. E olha que, para uma banda que surgiu em meio ao boom de bandas evangélicas nos anos 90, esse "renascimento" sonoro é um belo símbolo de que Skillet não está para brincadeira, nem no aniversário de 30 anos.
Então, se você ainda acha que o Skillet é apenas a banda do "Monster", é bom preparar as orelhas para um 2026 cheio de novidades sonoras, e quem sabe, uns showzinhos – mas só se a ideia boa aparecer até lá, claro.
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