A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de janeiro de 2026
O metal brasileiro teve um 2025 acima da média - e não apenas pelos nomes mais conhecidos. Quem acompanha de perto a cena sabe que vários discos lançados no ano passado chegaram muito perto de figurar em listas de "melhores do ano". Um desses trabalhos, segundo Regis Tadeu, merece atenção especial e audição obrigatória.
Em uma publicação recente nas redes sociais, o crítico destacou Inferno Nuclear, banda paraense responsável pelo álbum Amazônia em Chamas. Para Regis, trata-se de um disco que representa com força, identidade e consciência social tudo aquilo que o metal nacional pode oferecer de melhor.

"O metal brasileiro foi muito bem representado por uma série de álbuns muito bons em 2025. Alguns deles, por pouco, não entraram na minha lista de Melhores do Ano", escreveu. Entre esses trabalhos, Amazônia em Chamas acabou se tornando a trilha sonora de uma manhã de domingo - e uma recomendação enfática.
Segundo Regis, o grande mérito do Inferno Nuclear está na autenticidade. "Há uma autenticidade escancarada na abordagem extremamente pesada e agressiva, muitas vezes lembrando aquela sonoridade bacana do heavy metal dos anos 80." Ele também fez questão de destacar um ponto que ainda causa estranhamento em parte do público: "Boas letras em português (sim, isso mesmo!), com boas vocalizações e uma parte instrumental impecável."
A avaliação segue elogiando a postura musical da banda, distante do exibicionismo técnico vazio: "Os riffs e solos não servem para masturbação técnica, mas possuem narrativa e fúria", afirmou, ressaltando que peso e inteligência podem - e devem - caminhar juntos.
Mas talvez o aspecto mais contundente do elogio esteja na comparação com parte do metal contemporâneo. Regis foi direto ao ponto: "Diferente dessas bandas de metal que cantam sobre dragões e castelos de cristal em um inglês de cursinho, o Inferno Nuclear coloca o dedo na ferida." Para ele, cantar em português sobre a destruição da Amazônia e o caos social brasileiro não é apenas uma escolha estética, mas uma tomada de posição. O resultado, segundo o crítico, é inequívoco: "É um álbum obrigatório para quem adora o metal brasileiro."
A reação dos seguidores reforçou o peso da recomendação. Nos comentários, fãs destacaram que o disco é "extremamente necessário", que as letras "vão fundo nas mazelas nacionais" e que o Inferno Nuclear figura, sem exagero, entre os melhores lançamentos do ano. A própria banda agradeceu publicamente o reconhecimento, chamando as palavras de Regis de "gratificação".
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