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A canção pop com "virada de bateria" que Ozzy Osbourne achava o máximo da história da música

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Postado em 13 de janeiro de 2026

Ozzy Osbourne ouviu de tudo, gravou de tudo e viveu tempo suficiente no rock pra reconhecer quando uma música "encaixa" do jeito certo. E, quando ele falava de grandes canções, às vezes o foco nem era a obra inteira - era aquele instante específico que dá um estalo e faz o resto do mundo sumir por alguns segundos.

Ele também sabia, por experiência própria, que esse tipo de instante quase sempre tem uma base por trás. Riff é importante, vocal entra como assinatura, mas tem muita coisa que só vira "momento" quando a bateria decide a hora exata de acontecer. Não precisa ser metal, nem precisa ser rápido: precisa entrar no lugar certo.

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Foto: surfphoto @ www.depositphotos.com
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Foi por aí que Ozzy chegou numa música que não tem nada a ver com o universo dele de forma óbvia. Nada de guitarras cortando, nada de "Prince of Darkness", nada de palco com fumaça. É uma faixa conhecida por segurar o ouvinte numa linha de tensão... até resolver soltar a mão.

A escolhida foi "In the Air Tonight", do Phil Collins. E Ozzy resumiu a experiência com uma franqueza bem dele, em fala publicada na Far Out: "Eu amava o Phil Collins, claro. Ainda amo. Toda vez que eu ouço 'In the Air Tonight', me dá um arrepio. Aquela virada de bateria... caralho, cara. Tem que ser um dos melhores momentos em qualquer música, de todos os tempos."

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O que ele está descrevendo é justamente a construção: a música vai acumulando clima, como se estivesse "guardando" energia, e quando a bateria entra daquele jeito, parece que a sala muda de tamanho. Ozzy compara esse impacto a momentos clássicos que muita gente reconhece de primeira, mesmo quando não lembra o resto do arranjo.

"In the Air Tonight" saiu em 1981, no álbum "Face Value", a estreia solo de Collins. E aquele fill virou uma dessas marcas registradas que atravessam décadas: você pode até não lembrar a letra inteira, mas sabe exatamente quando "chega a hora" da bateria.

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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