A canção dos anos 60 que James Hetfield disse ser uma verdadeira aula de riff no rock
Por Bruce William
Postado em 24 de março de 2026
Quando James Hetfield subiu ao palco do Madison Square Garden, em 30 de outubro de 2009, para apresentar Ray Davies numa celebração do Rock And Roll Hall of Fame, ele resumiu a dívida que tinha com a banda: "Nós levamos uma verdadeira aula de riff-rock dos primórdios com este homem e sua banda, os Kinks." Não era frase jogada para agradar plateia. Hetfield estava falando de um grupo que ajudou a moldar a lógica do riff pesado muito antes de metal e punk virarem rótulos consolidados.
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Entre essas faixas, uma ganha destaque especial: "All Day And All Of The Night", lançada no fim de 1964 e gravada em setembro daquele ano. Em matéria recuperada pela Classic Rock e republicada pela Louder, Ray Davies esclareceu com uma frase que, vinda do próprio autor, ajuda a explicar por que tanta gente enxerga ali um esboço do que viria a aparecer depois em bandas muito mais pesadas: "A que deu início a isso foi 'All Day And All Of The Night'. Os sons daquela música, se fossem feitos hoje, soariam como Green Day ou uma banda de metal."
E o coração desse negócio estava na guitarra de Dave Davies. Foi dele a ideia de cortar os cones do amplificador com uma lâmina de barbear para arrancar um som mais rasgado, sujo e agressivo. Esse timbre já tinha chamado atenção em "You Really Got Me", mas em "All Day And All Of The Night" a coisa pareceu ir um pouco mais longe, com mais pressão, mais ataque e uma sensação de urgência que ajudou a empurrar a música para outro patamar.
Ray contou que escreveu a canção ao longo de três ou quatro dias, parte no escritório da editora, parte durante uma pequena turnê, e que a banda chegou ao estúdio já com mais confiança depois do sucesso anterior. O irmão Dave também lembraria que aumentou ainda mais o volume da guitarra e que todos já sabiam melhor o que estavam fazendo, o que ajudou a gravar a faixa em pouquíssimas tomadas.
A letra também ajudava a empurrar a música para frente. Ray reconheceu que ela era mais exigente e um pouco mais atrevida, talvez porque o grupo viesse embalado por um número 1 nas paradas. Anos depois, a canção ainda seria associada a descrições como "neurótica", "juvenil", "obsessiva" e "sexualmente possessiva", imagem que combina bastante com o clima de tensão e impulso que ela passa desde os primeiros segundos.
Talvez por isso a música tenha sobrevivido tão bem fora do seu próprio tempo. O que os Kinks gravaram ali em 1964 era curto, bruto e direto, mas já carregava elementos que mais tarde seriam familiares para gente do punk, do hard rock e do metal. Quando Hetfield diz que aprendeu com aquela banda o bê-á-bá do riff-rock, ele não está exagerando muito. Ele só está reconhecendo que, antes de muita gente engrossar o som de vez, os Kinks já tinham mostrado como se fazia.
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