A diferença entre Roberto Barros e Victor Franco, segundo Edu Falaschi
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de abril de 2026
Edu Falaschi comparou Roberto Barros e Vitcor Franco ao falar sobre os guitarristas com quem trabalhou ao longo de sua carreira solo. Na entrevista ao Lado A Podcast, o cantor deixou claro que vê os dois como músicos de alto nível, mas apontou diferenças nítidas entre experiência, abordagem e inclinação musical.
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Segundo Edu, o primeiro contraste está no tempo de estrada. "O Roberto Barros tem mais experiência, né, que o Vitcor, porque é mais velho", afirmou. Na sequência, destacou que Barros já passou por várias bandas e o definiu como um músico "super experiente" e "virtuoso para caramba".
O cantor também chamou atenção para a técnica de Roberto e para o risco que isso, às vezes, traz. "O que você pede pro cara tocar ele toca", disse, observando que o guitarrista tem tamanho domínio do instrumento que, em certos momentos, é até preciso frear um pouco para a música não descambar para o excesso. "Vamos com calma, pera aí, vamos dar um freio aqui, senão vai virar loucura", afirmou.
Edu ainda reforçou esse retrato dizendo que Roberto transita com facilidade por linguagens mais complexas. "Ele toca jazz para caramba, toca violão para caramba, toca guitarra para caramba", resumiu.
Ao falar de Vitcor Franco, a chave muda um pouco. Edu reconhece que o músico também é muito virtuoso, mas enxerga nele outra prioridade. "Ele tem um lance de melodia muito forte nele", disse. Logo depois, completou: "É virtuoso para caramba também, mas ele prefere ir para outro lado".
Para explicar essa diferença, o cantor recorreu a uma comparação conhecida entre guitarristas de escola distinta. "A gente tem o Gilmour e tem o Malmsteen. Eu amo os dois", afirmou. A analogia ajuda a entender o raciocínio: de um lado, o apelo do sentimento, da construção melódica e do fraseado; de outro, a ênfase na velocidade, na técnica e no brilho instrumental.
Mesmo usando essa distinção, Edu fez questão de evitar caricaturas. Ele observou que feeling e virtuosismo não são qualidades opostas e que os grandes músicos costumam reunir um pouco das duas coisas. Ainda assim, o ponto central da fala é claro: para ele, Roberto Barros pende mais para a exuberância técnica e a versatilidade total, enquanto Vittor Franco parece preferir um caminho mais melódico, embora tenha técnica de sobra para ir além.
O cantor também elogiou a dedicação dos dois. Disse que Roberto é "super estudioso" em tudo o que se propõe a fazer e definiu Vitcor como "nerdinho", inclusive em assuntos de tecnologia. Segundo Edu, o guitarrista mais jovem chegou a lhe ensinar várias coisas ligadas ao Cubase e ao uso de computador em gravações.
Confira a entrevista completa abaixo.
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