A canção do Machine Head que aborda o poder da música
Por Mateus Ribeiro
Postado em 01 de maio de 2026
Fundado no início dos anos 1990, o Machine Head construiu sua carreira apostando em uma sonoridade agressiva e intensa. Essa abordagem se materializou no excelente debut "Burn My Eyes" (1994) e ajudou a firmar o grupo liderado pelo guitarrista e vocalista californiano Robb Flynn como um dos principais nomes do groove metal.
Com o passar do tempo, o Machine Head passou a incorporar maiores doses de melodia em suas composições, que também se tornaram mais extensas. Essa proposta pode ser observada em diferentes trabalhos, incluindo "Catharsis" (2018), nono álbum de estúdio da banda.
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Embora não figure entre os lançamentos mais celebrados do quarteto, "Catharsis" reúne canções interessantes. O principal destaque é a faixa-título, que sintetiza o direcionamento musical adotado pela banda no século XXI.
Flynn falou sobre o significado de "Catharsis" em entrevista concedida à Metal Hammer em 2018. Na ocasião, o músico afirmou:
"Esta é uma canção especial. A letra diz tudo: 'A única coisa que me mantém são, a música nas minhas veias / Se estas palavras são os meus punhos, esta é a minha catarse'. Isso cristalizou tudo o que estávamos tentando dizer."
Segundo Flynn, o papel da música também é abordado em outra faixa de "Catharsis", intitulada "Kaleidoscope". Ao explicar o significado da composição, ele destacou um verso marcante:
"Mais uma vez, trata-se do poder da música. Não sou religioso, mas a música é o mais próximo que chego disso. O verso 'As canções preenchem o que a religião não preenche' diz tudo."
"Catharsis" é o último disco do Machine Head a contar com o baterista Dave McClain e o guitarrista Phil Demmel. Este último, aliás, já demonstrou não apreciar o trabalho em questão, como pode ser conferido na nota a seguir.
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