Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Por Emanuel Seagal
Postado em 24 de junho de 2026
Dave Lombardo revelou, em conversa no podcast 100 Songs That Define Heavy Metal, que um problema de tireoide chegou a provocar "névoa mental" e o obrigou a utilizar anotações no palco para lembrar o que precisava tocar.
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O assunto foi abordado quando o apresentador Brian Slagel perguntou como o baterista guarda na memória os repertórios de tantos grupos diferentes. Ele divide o tempo entre Misfits e Mr. Bungle, além de ter passado pelo Slayer, Testament e Suicidal Tendencies, cada um com estilo e set distintos.
"Muita névoa por causa da tireoide"
Dave disse que hoje sua memória está em ordem, mas relatou ter enfrentado um período difícil. "Sou grato por meu HD ainda estar em ótimo estado. Acho que talvez exista uma arte em memorizar. Houve uma época em que eu precisava de anotações no palco, e de vez em quando ainda tenho algumas. Mas teve um período em que eu precisava de muitas", comentou.
"Era porque eu estava com muita névoa mental por causa da tireoide. Eu tinha um problema de tireoide. Felizmente, consegui controlar isso, e não tive mais nenhum problema desde então", explicou.
O desafio do Misfits
O baterista contou que passou a memorizar o material "em blocos" e apontou uma de suas formações como a mais exigente nesse aspecto. "É um desafio, e você memoriza as coisas em blocos. Uma das bandas mais desafiadoras em que toco é o Misfits original. Nosso repertório tem cerca de 38 músicas e, claro, as músicas do Misfits são muito curtas. São de dois minutos, um minuto e quarenta, dois minutos e meio, no máximo talvez três. E muitas são parecidas", contou.
O desafio, segundo ele, é a forma como o vocalista Glenn Danzig conduz os shows. "O Glenn não gosta de seguir um setlist. Ele grita as músicas na hora. Então, assim que ele chama a música, meu cérebro fica tipo: 'Ok, como essa começa?'. […] Às vezes, começo rápido demais, e ele se vira e diz: 'Ei, segura'. Ele faz um gesto, olha para mim, e eu tenho que diminuir a velocidade da música um pouco, porque minha adrenalina dispara e às vezes eu só quero tocar rápido", concluiu.
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