Baterista do Coal Chamber detalha luta contra o câncer
Por João Renato Alves
Postado em 22 de junho de 2026
Recentemente, o Coal Chamber anunciou o cancelamento de compromissos no segundo semestre para que o baterista Mikey Cox passe por mais uma etapa do tratamento contra o câncer. O músico veio a público com o diagnóstico este ano, embora já o esteja enfrentando desde 2025. Em entrevista ao We Were LouD Once, o próprio detalhou como se deu o diagnóstico.
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"Sou dono de uma construtora aqui em Los Angeles, é o que faço quando não estou em turnê. Me mantém ocupado. Comecei a me sentir muito mal no trabalho. Estávamos prestes a viajar para umas férias em família, então eu disse: 'Vou ao hospital fazer um check-up para não precisar ir ao hospital na Costa Rica.' Fizeram alguns exames em mim, tomografias e tudo mais. Quando acordei da sedação causada pelos exames, disseram que eu tinha câncer em estágio três. Então, me internaram imediatamente. Foi tudo muito rápido. Minha esposa estava lá. Queriam ver onde o câncer estava localizado. No primeiro dia, os cirurgiões e os médicos vieram me examinar. Todos me falaram sobre o pior cenário possível. Não sabíamos o que ia acontecer. Por volta da meia-noite, fiz minhas primeiras tomografias e, na manhã seguinte, me disseram que o câncer estava localizado e que era tratável. E foi assim que tudo começou."
O músico optou pela discrição em um primeiro momento. "Assim que descobrimos que eu tinha câncer, não quis postar nas redes sociais, não queria preocupar muita gente. Meu círculo social é bem pequeno, só minha família, sou bem reservado. Sem o Coal Chamber, provavelmente nem teria redes sociais, porque acho que é a morte da humanidade. Mantivemos em segredo até sabermos mais detalhes. Isso foi no Dia da Mentira do ano passado, acreditem ou não, quando me contaram. Fomos para o hospital. Fizeram os exames. Saí de lá, me encontrei com o oncologista e eles elaboraram um plano."
Detalhando seu tratamento contra o câncer, Cox disse: "Fiz cinco semanas de radioterapia, que, no final, foi um verdadeiro inferno. Cheguei a pesar 69 quilos. Mal conseguia andar. Foi brutal. Me deram a dose máxima que o corpo podia suportar. Tratamos de forma muito agressiva porque eu tinha um tumor grande, e queríamos reduzi-lo. Depois, fiz cinco meses de quimioterapia através de um cateter. Tinha que ficar sentado na cadeira de quimioterapia por três horas, algumas vezes a cada duas semanas. O tumor diminuiu para cerca de 1,2 centímetros. Foi exatamente o que disseram que ia acontecer, então pude fazer a cirurgia que durou cinco horas e meia e removeram o resto do câncer."
Apesar do alívio, o caminho ainda é longo. "Por enquanto, estou livre, mas preciso de outra cirurgia no próximo mês para reconstruir o resto dos meus órgãos internos, porque agora tenho algumas coisas que foram redirecionadas. Eles vão redirecionar tudo de volta ao normal em janeiro, espero que essa seja a última cirurgia. Mas agora estou lidando com muitos efeitos colaterais. Meus pés estão dormentes o tempo todo, minhas mãos, articulações e tudo mais. Os dois últimos shows que fizemos foram uma aventura, pois está um pouco mais difícil tocar. Meu nível de energia ainda não é o mesmo de antes."
O Coal Chamber retomou atividades em 2022, após seis anos de hiato. O vocalista Dez Fafara vem conciliando os compromissos com os de sua outra banda, o Devildriver. "Rivals", álbum de estúdio mais recente do grupo, saiu em 2015.
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