Artistas estão sendo perseguidos nos EUA por suas opiniões, diz Tom Morello
Por Emanuel Seagal
Postado em 16 de junho de 2026
Tom Morello afirmou que, no atual momento dos Estados Unidos, qualquer manifestação artística funciona como ato de resistência e criticou o que descreveu como perseguição governamental a quem se opõe ao poder, em entrevista à Metal Hammer alemã.
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A declaração partiu da frase do próprio guitarrista, lembrada pela entrevistadora, de que "cada ato de arte é um ato de resistência". O músico falava sobre o cenário político de seu país quando explicou o raciocínio.
"Especialmente no meu país, nestes tempos perigosos, em que há tanta supressão de ideias, censura de livros e artistas sendo cancelados por suas opiniões políticas, basta erguer a voz. A coragem é contagiosa, e quando os artistas defendem suas convicções… Temos um presidente que vai pessoalmente atrás de você e manda o Departamento de Justiça atrás de você se opuser ao regime dele. Isso acaba intimidando muita gente, que deixa de dizer o que pensa", afirmou.
"[…] No segundo em que você fica em silêncio, é o segundo em que o autoritarismo vence, é o segundo em que o fascismo sobe um pouco mais. Por isso, cada ato de arte é um ato de resistência. Cada música é um farol de luz na escuridão que se forma, e cada verdade dita é, espero, como um sino que toca para as pessoas que vão desfazer essa loucura", completou.
A fala faz referência ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem que o músico o citasse pelo nome. Questionado sobre se uma música de mensagem política muda de fato alguma coisa, o guitarrista do Rage Against the Machine partiu da própria experiência. "A música me mudou. A música ajudou a formar a pessoa que fui. E toda vez que estou num piquete ou em trabalho de ativismo, é em parte por causa do Public Enemy e do The Clash", relatou.
Ele citou Chuck D e Joe Strummer como referências que o fizeram sentir que não estava só. "Eles viam que a opressão era ruim, que se levantar contra a opressão é bom, e fizeram isso com guitarras e toca-discos. Isso me fez pensar: estou numa cidade onde muita gente tem opiniões muito diferentes das minhas, mas eu não estou sozinho", concluiu.
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