O cara que Dave Grohl sempre considerou do Foo Fighters: "Devia estar na banda"
Por Gustavo Maiato
Postado em 23 de julho de 2026
Ao longo de três décadas de carreira, o Foo Fighters passou por diferentes formações, mas sempre preservou uma característica que Dave Grohl considera essencial: a banda deveria funcionar como uma família, e não como um projeto cercado de músicos contratados. Essa filosofia fez com que alguns integrantes permanecessem por muitos anos, enquanto outros acabaram deixando o grupo.
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Em diferentes momentos, o Foo Fighters precisou lidar com mudanças importantes em sua formação. Casos como a saída do baterista William Goldsmith e do guitarrista Franz Stahl mostraram que Grohl não hesitava em fazer alterações quando acreditava que elas beneficiariam a banda. Por outro lado, havia músicos que, para ele, sempre fariam parte da identidade do grupo.
O principal exemplo é Pat Smear. Ex-integrante dos Germs e guitarrista da última formação do Nirvana, ele participou da fase inicial do Foo Fighters, deixou a banda após o segundo álbum e, anos depois, retornou em definitivo. Mesmo durante o período em que esteve ausente, Grohl nunca deixou de considerá-lo um Foo Fighter.
"Pat é um Foo Fighter. Esteja ou não na banda, nós passamos por muita coisa juntos. O Pat deveria estar na banda", afirmou Grohl (via Far Out), deixando claro o vínculo que os dois construíram desde os tempos em que tocaram juntos no Nirvana.
O retorno de Smear gerou uma situação delicada para Chris Shiflett, que havia assumido a guitarra após sua saída. O próprio Shiflett admitiu que, em alguns momentos, ficou receoso com a possibilidade de perder seu espaço. "Houve algumas vezes em que o Pat quase voltou. Pelo que eu entendia, ele era apenas um cara que queria o meu emprego", relembrou o guitarrista.
A solução encontrada por Grohl foi transformar o Foo Fighters em uma banda com três guitarras. Em vez de substituir Shiflett, ele manteve os dois ao lado de si. O resultado apareceu especialmente em álbuns como "Wasting Light", em que os estilos diferentes dos guitarristas passaram a se complementar: Grohl sustentando a base, Shiflett contribuindo com linhas mais limpas e técnicas, enquanto Smear reforçava a sonoridade pesada que se tornou uma das marcas do grupo.
A decisão refletiu a maneira como Dave Grohl sempre encarou o Foo Fighters. Mais do que reunir grandes músicos, sua intenção era manter por perto pessoas que ajudaram a construir a identidade da banda. Para ele, Pat Smear nunca foi apenas um colaborador ocasional, mas alguém cuja história está profundamente ligada ao DNA do Foo Fighters.
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