Mbappé, Messi, Haaland, Kane e Neymar: qual banda de metal representa cada um?
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de julho de 2026
Futebol e heavy metal têm mais coisas em comum do que pode parecer. Existem os gigantes incontestáveis, os fenômenos que surgiram depois dos maiores nomes da história, aqueles que esperaram décadas por uma grande conquista e até quem vive hoje como uma sombra de seu próprio auge.
Avenged Sevenfold - Mais Novidades
Mas e se alguns dos jogadores mais famosos do mundo fossem bandas de rock e metal? Levando em consideração talento, popularidade, conquistas, trajetória e momento atual, escolhemos um grupo para representar Mbappé, Messi, Haaland, Harry Kane e Neymar.
Kylian Mbappé - Avenged Sevenfold
Kylian Mbappé apareceu quando Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ainda dominavam o futebol mundial, mas não demorou para conquistar seu próprio espaço. Campeão mundial com a França aos 19 anos, o atacante construiu uma legião de fãs e se tornou um dos maiores nomes da geração que sucedeu aos dois gigantes.
O Avenged Sevenfold viveu algo semelhante no metal. A banda surgiu muito depois de nomes como Metallica, Iron Maiden e Judas Priest, mas conquistou seu próprio público e provavelmente se tornou o maior grupo de metal de sua geração. Assim como Mbappé, chegou depois das lendas, mas não aceitou permanecer à sombra delas.
Lionel Messi - Metallica
Oito Bolas de Ouro, uma Copa do Mundo e uma coleção de títulos que praticamente encerrou qualquer discussão sobre seu lugar entre os maiores da história. Lionel Messi é o Metallica do futebol: acumulou conquistas, atravessou gerações e alcançou um nível de popularidade mundial reservado a pouquíssimos.
A comparação também funciona quando aparecem os prêmios. Messi é recordista de Bolas de Ouro, enquanto o Metallica acumulou diversos Grammys ao longo da carreira e se tornou o maior fenômeno comercial da história do heavy metal. É possível preferir outro jogador ou outra banda, mas quando a discussão envolve números, influência e alcance global, ambos aparecem inevitavelmente no topo.
Erling Haaland - Rammstein
Erling Haaland parece ter sido construído em uma fábrica para marcar gols. Grande, forte, assustador e extremamente eficiente, o norueguês não precisa participar de todas as jogadas: basta uma oportunidade para que a máquina seja colocada em funcionamento.
O Rammstein provoca uma sensação semelhante. A banda alemã construiu sua identidade sobre peso, precisão, força industrial e um espetáculo de proporções gigantescas. Haaland pode ser norueguês, mas dificilmente existe uma banda que combine melhor com sua imagem de máquina programada para destruir defesas.
Harry Kane - Judas Priest
Harry Kane passou anos marcando gols e acumulando recordes, mas sua trajetória também ficou associada à longa espera por grandes títulos. E quando o assunto é a seleção inglesa, a espera é ainda maior: a Inglaterra não conquista uma Copa do Mundo desde 1966.
O Judas Priest também precisou esperar muito tempo por determinadas recompensas. Formada em 1969, a banda só conquistou seu primeiro Grammy em 2010, quando venceu na categoria Melhor Performance de Metal com "Dissident Aggressor". Kane e Priest representam, cada um em seu universo, a persistência de quem atravessou décadas de espera sem deixar de ocupar um lugar entre os grandes.
Neymar - Guns N' Roses
Talento extraordinário, um auge espetacular, fama mundial e a sensação permanente de que a história poderia ter sido ainda maior. Neymar e Guns N' Roses talvez sejam a combinação mais cruel - e mais adequada - desta lista.
O Guns N' Roses de "Appetite for Destruction" parecia capaz de conquistar o mundo inteiro, assim como Neymar, em seu melhor momento, tinha condições de disputar o posto de melhor jogador do planeta. Hoje, porém, ambos vivem à sombra do que já foram. A banda ainda atrai multidões e Neymar continua sendo um dos jogadores brasileiros mais famosos da história, mas nenhum dos dois consegue reproduzir plenamente a força, a fome e o impacto de seu próprio auge.
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