A icônica banda que Regis Tadeu não recomenda nenhum álbum sequer: "Todos horrorosos"
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de setembro de 2026
Regis Tadeu descartou toda a discografia do Dokken ao responder a um espectador durante a live semanal de seu canal no YouTube. A pergunta enviada pelo chat questionava por que a banda é reconhecida pelos guitarristas, mas menosprezada pela crítica e com público reduzido. Ao ser indagado sobre qual disco recomendaria, o jornalista respondeu que não indicaria nenhum.
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A resposta veio precedida de uma correção factual. Regis observou que o grupo nunca teve mais de um guitarrista, e sim apenas George Lynch, desfazendo a premissa da pergunta. Em seguida, apresentou o argumento central: a presença de um bom instrumentista não garante que as canções sejam boas. Para ele, os discos da banda não se sustentam nem com Lynch no comando das guitarras.
O apresentador não abriu exceção quando pressionado. Perguntado se havia ao menos um álbum aproveitável na carreira do grupo, repetiu a negativa e classificou todos como horrorosos. Foi o momento mais taxativo do programa, que ao longo de duas horas passou por dezenas de bandas sem que Regis descartasse integralmente a obra de nenhuma outra.
A avaliação gerou divergência imediata entre os convidados. O empresário Paulo Baron discordou e classificou o Dokken como banda forte, ainda que tenha admitido não gostar do estilo de hard rock que o grupo pratica. Ele acrescentou que a banda nunca conseguiu repercussão semelhante na Europa, restringindo o alcance ao mercado americano dos anos 1980.
Sérgio Martins adotou posição intermediária na discussão. O jornalista afirmou que o Dokken fez sucesso, mas disse preferir o Lynch Mob, o projeto que George Lynch tocou depois de deixar o grupo. Regis não recuou diante das ponderações e manteve a leitura de que a banda é lembrada pelo guitarrista, não pelo repertório.
O episódio se encaixa no tema central da noite. A live discutia bandas que, na avaliação do painel, mereciam ter estourado e não estouraram, e o caso do Dokken foi usado como contraexemplo. Para Regis, não se trata de injustiça de gravadora nem de empresariamento ruim: em alguns casos, o material simplesmente não justifica um alcance maior.
Confira o vídeo completo abaixo.
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