Judas Priest: A vida de Rob Halford em 10 músicas da banda, pela Kerrang!
Por Vagner Mastropaulo
Postado em 13 de janeiro de 2022
Imagine o trabalhão para uma figura do porte de Rob Halford apontar os hinos a nortear sua caminhada artística. Fácil não deve ter sido, mas mesmo assim ele encarou o desafio em "Judas Priest’s Rob Halford: My life in 10 songs", texto de autoria de Steve Beebee no site da Kerrang! em 19/10.
Preterindo a carreira solo e o Fight, toda seleção se refere a seu grupo principal e a disposição é meramente cronológica. A título de curiosidade, apenas British Steel (80) traz duas representantes, enquanto as demais oito vêm de: Rocka Rolla (74), Sad Wings Of Destiny (76), Killing Machine (78), Screaming For Vengeance (82), Turbo (86), Painkiller (90), Angel Of Retribution (05) e Firepower (18).
Outra característica peculiar é que, marcadas abaixo com um asterisco, sete das nove escolhas possíveis abrem os álbuns. Sem mais, eis o conteúdo, no formato "faixa – play (ano de lançamento)", logo após livre tradução parcial nossa das justificativas de cada pedrada:
1) Rocka Rolla – Rocka Rolla (74)
"É uma de nossas primeiras músicas e nunca escrevemos uma como ela desde então! Glenn [Tipton] a compôs e me envolvi imediatamente porque achei que ela tinha um grande groove. A letra é, digamos, espetacular. (...) Acho que o Glenn até já devia ter esta música escrita antes de se juntar à banda e é uma no vasto catálogo do Judas Priest que realmente mostra nossa diversidade".
2) Victim Of Changes – Sad Wings Of Destiny (76)
"Olhando para esta música agora, de todas as que o Judas Priest já fez, ela é genuinamente a número um para mim. Ela tem as guitarras dobradas na introdução, o grande riff barulhento, o vocal e a brilhante pausa de Glenn, mais a seção final e os gritos agudos. Ela realmente tem de tudo numa só música de metal, então, em minha opinião, é provavelmente a composição definitiva da banda".
3) Hell Bent For Leather – Killing Machine (78)
"Estávamos tocando num local em Derby, acho, comecei a conversar com um motoqueiro e perguntei a ele se eu podia pegar sua moto emprestada e levá-la ao palco. A música em questão era ‘Hell Bent For Leather’ e o resto é história. Simplesmente parecia perfeito e senti que era a coisa certa a fazer. E aquela moto (...), ela tem tudo a ver com metal, né? Ela fede, é barulhenta, irrita as pessoas e há todos os grandes atributos do metal nela".
4) Breaking The Law – British Steel (80)
"Você nunca sabe aonde sua música vai te levar, especialmente quanto ao alcance que ela vai ganhar. Esta era uma música tão compacta e forte e não tem nem três minutos, então está entre as mais curtas que já escrevemos, mas, é óbvio, ela realmente se conectou. E aquele riff! Não apenas isso, mas a mensagem, que é uma ataque à sociedade da perspectiva de alguém que está realmente a enfrentando – ela é provavelmente ainda mais relevante hoje do que era à época".
5) Metal Gods – British Steel (80)
"Eu me orgulho que ‘Metal Gods’ foi gravada no Reino Unido, meio que exemplificando nosso amor pelo metal britânico. (...) O som do rangido metálico que você ouve na música, de fato, sou eu segurando uma bandeja de facas e garfos da cozinha do Ringo [Starr, pois a gravação se deu em Tittenhurst Park, sua casa]. Eu apenas chacoalhava tudo e então gravamos o som em vários canais. Na sua mente, você está vendo robôs, mas, na verdade, são os talheres do Ringo fazendo barulho".
6) The Hellion / Electric Eye – Screaming For Vengeance (82)
"Como toda banda vai te dizer, o seqüenciamento em qualquer álbum é absolutamente vital. Geralmente, suas primeiras duas ou três faixas são as que recebem mais atenção – talvez não tanto hoje com as pessoas fazendo playlists individuais, mas ainda há uma proporção de nós que amamos escutar um álbum apropriadamente, na seqüência. A idéia de abrir com uma enorme vibe de hino oferece uma grande ambientação para o que vem a seguir".
7) Turbo Lover – Turbo (86)
"Por muito tempo, este álbum foi visto como a ovelha negra da família do heavy metal porque ele não soava em nada como British Steel. O fato é que sempre estivemos nesta aventura musical e, quando estávamos compondo-o, Glenn estava produzindo todos esses sons novos interessantes. (...) ‘Turbo Lover’ era uma música que estava alcançando novos lugares. Então a vibe tinha ido de ‘odiamos isso’ para ‘amamos isso’".
8) Painkiller – Painkiller (90)
"Tenho uma técnica para cantá-la e consigo fazê-la, mas agora ela não fica tão boa quanto gostaria que fosse. É a vida – você dá seu melhor todas as noites. Mas ela sempre se conecta porque, para muitos, é a música de heavy metal definitiva do Judas Priest. (...) Para muitos fãs de metal, até alguns que não curtem o Judas Priest, ela é uma grande declaração do heavy metal. Nunca havíamos feito um álbum tão selvagem ou intenso quanto este – ele dá uma aliviada somente em ‘A Touch Of Evil’ e mesmo esta tem grandes colhões de metal!"
9) Judas Rising – Angel Of Retribution (05)
"Estávamos cientes de onde estávamos e das expectativas dos fãs para este disco de reunião. Sabíamos que, para fazer dar certo, precisávamos ter algo forte e potente a dizer. Que modo melhor de fazer essa declaração do que esta faixa? (...) Estive afastado da banda por tanto tempo, mas, para ser sincero, foi como voltar para casa depois de estar de férias em Blackpool. Você adora estar longe, mas então é uma ótima sensação voltar para onde você pertence. Para mim, esta época e música significaram retornar ao lugar onde eu precisava estar".
10) Firepower – Firepower (18)
"A contribuição de Richie [Faulkner] foi absolutamente essencial aqui. Voltando ao começo de sua entrada na banda, Glenn e eu havíamos visto centenas de guitarristas em potencial e então recebemos um link deste cara de Londres e apenas instantaneamente soubemos que ele era o cara para nós. (...) A reafirmação de tudo que amamos sobre o Judas Priest está incorporada nesta faixa e álbum como um todo. Neste mesmo espírito, temos material abundante para o próximo disco".
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