Only Death Is Real: emoção garantida a cada capítulo
Por Bruno Bruce
Fonte: RockPotiguar
Postado em 11 de maio de 2010
Lembro da minha infância e de minha mãe guardando um exemplar gigantesco da Bíblia em seu quarto. Era um livro belíssimo, grosso como um tijolo, que me causava enorme temor e só era autorizado a pega-lo com as mãos limpas, de modo cuidadoso. Estes tempos – de reverência aos ditames católicos – passaram e todas estas memórias de respeito por uma publicação estão agora voltadas para o estupendo Only Death Is Real. Jamais permaneceria apegado somente a itens mundanos mas parece que a história relatada neste, plausível e, de certo modo, parte da minha, são momentos mais caros para mim.

Algumas figuras do Heavy Metal são peças-chaves para a construção do estilo sendo sua história um relato vivo de revolução. Seja dos costumes, seja das sonoridades. Você não encontrará maior bravo dessa insurgência que Thomas Gabriel Fischer. Garoto suíço, de aparência física que de tão frágil parecia que trincaria a qualquer instante, transformado num monstro invulnerável do sub-gênero mais polêmico do Metal, sua versão blasfema-iconoclasta: Black Metal.

O Black Metal foi a trilha sonora que fez um amigo rasgar a Bíblia em seu quarto, na minha frente. Christian Udo Hanneman (atual advogado, espírita, pai exemplar & para sempre meu grande amigo) rasgava suas páginas como quem trata papel higiênico num banheiro sujo: sem respeito, com nojo. Estas cenas mudaram minha vida, alteraram mundialmente a existência de inúmeros adolescentes quando repetidas por teenagers em diversas partes do globo. Se posso difamar um livro sagrado, posso também mudar acordes, aumentar a velocidade das músicas, criar riffs absurdos, amaldiçoar a Igreja, renegar meu batismo cristão (cada banger de respeito tinha uma alcunha, servindo de novo batismo pagão, marcando assim seu nascimento na cena. Isto caiu em desuso, infelizmente). Este é o Black Metal Spirit, contestador, maldito, bruto.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Todos os headbangers da década de 1980 sofreram influência de algum black metaller e o maior fomentador foi Tom Warrior, batismo pagão de um dos pioneiros guerreiros da causa.
O volumoso Only Death Is Real, de quase 300 páginas, traz a construção passo a passo de um mito. Desde o começo com as bandas Tarot e Grave Hill, passando pelo Hellhamer até chegar ao Celtic Frost, a quintessência musical extrema. Tudo na década de 80 foi intenso, rápido. De 1981 a 1985 proliferaram um material consistente como concreto, que serve de base até hoje. Neste livro o leitor encontrará fotos nunca antes reveladas, relatos dos conterrâneos de cena, capas de demo-tapes, a evolução das logomarcas da banda, imagens/histórias da vida pessoal (pais ausentes, relapsos) e até cópia do primeiro contrato assinado pelo grupo. Relatos pessoais enriquecem o livro. Bastante passional, Fischer discorre sobre uma cena única, de certo modo ingênua e sua busca pelo vigor & franqueza característica do state of art.

Um prefácio emocionado de Nocturno Culto (Darkthrone) alerta: emoção garantida a cada capítulo!
Only Death Is Real
(A História do Hellhammer/Celtic Frost: 1981 - 1985)
Autor: Thomas Gabriel Fischer & Martin Ain (colaborador)
Editora: Bazillion Points (2009/Importado)
ISBN 978 0 9796163 9 6
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Entidade de caridade britânica rompe relações com Sharon Osbourne
O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
Astros do rock e do metal unem forças em álbum tributo ao Rainbow
O guitarrista vetado na banda de Suzi Quatro que três anos depois vendeu 10 milhões de discos
A música do Iron Maiden que é a preferida de Mikael Akerfeldt, vocalista do Opeth
O clássico que o Rainbow nunca tocou ao vivo porque Ritchie Blackmore esqueceu o riff
Com 96 atrações, Sweden Rock Festival fecha cast para edição 2026
A música que deixou seu autor constrangido e se tornou um grande hit dos anos 90
Com quase 200 atrações, Summer Breeze fecha cast para edição 2026
A sincera opinião de Ozzy sobre George Harrison e Ringo Starr: "Vamos ser honestos?"
Ex-vocalista gostaria de participar da turnê que celebra 50 anos do Accept
7 músicas de metal lançadas em 2000 que estavam à frente do seu tempo, segundo a Louder
Festival Somos Rock é adiado uma semana antes da realização
Por que o nome do Trivium não faz sentido, segundo ex-integrante da banda
O disco rejeitado nos anos 90 que anunciava, sem fazer alarde, o futuro da música
A banda que David Gilmour gostaria de ter feito parte; "eles eram fantásticos!"
A opinião de Renato Russo sobre o líder comunista Fidel Castro
O cover tão magnífico do Black Sabbath que até Tony Iommi cita nas redes sociais

Heavy Metal: A História Completa - Ian Christe
How Black Was Our Sabbath: An Unauthorized View from the Crew

