Matérias Mais Lidas

Mamonas Assassinas: a história por trás do enigmático CreuzebekMamonas Assassinas
A história por trás do enigmático "Creuzebek"

Guns N' Roses: Axl entendia que as coisas mudaram, mas Slash tinha virado um personagemGuns N' Roses
Axl entendia que as coisas mudaram, mas Slash tinha virado um personagem

Nirvana: músico canadense muito parecido com Kurt Cobain faz sucesso no TikTokNirvana
Músico canadense muito parecido com Kurt Cobain faz sucesso no TikTok

Robert Fripp: veja cover de Welcome to the Jungle com esposa segurando halteresRobert Fripp
Veja cover de "Welcome to the Jungle" com esposa segurando halteres

Iced Earth: Jon Schaffer será extraditado para Washington; não há decisão sobre fiançaIced Earth
Jon Schaffer será extraditado para Washington; não há decisão sobre fiança

Megadeth: quando a MTV ferrou a banda ao rejeitar clipe de A Tout Le MondeMegadeth
Quando a MTV ferrou a banda ao rejeitar clipe de "A Tout Le Monde"

Slayer: Faca feita com cordas de guitarra gera imagens que ninguém esperavaSlayer
Faca feita com cordas de guitarra gera imagens que ninguém esperava

Kiss: Gene Simmons diz que passou dos 70 anos por nunca ter bebido ou usado drogasKiss
Gene Simmons diz que passou dos 70 anos por nunca ter bebido ou usado drogas

AC/DC: a resposta inusitada de Supla quando perguntam se ele gosta da bandaAC/DC
A resposta inusitada de Supla quando perguntam se ele gosta da banda

Slash: por que ele usa óculos escuros o tempo todo?Slash
Por que ele usa óculos escuros o tempo todo?

Faith No More: todas as faixas do magnífico The Real Thing, da pior para a melhorFaith No More
Todas as faixas do magnífico "The Real Thing", da pior para a melhor

Chester Bennington: viúva anuncia separação de bombeiro após um anoChester Bennington
Viúva anuncia separação de bombeiro após um ano

Enjaulados: Os crimes mais chocantes da história do rockEnjaulados
Os crimes mais chocantes da história do rock

Alexi Laiho: A banda de metal do céu agora tem um guitarrista solo, afirma MustaineAlexi Laiho
"A banda de metal do céu agora tem um guitarrista solo", afirma Mustaine

Metallica: todas as faixas do polêmico Load, da pior para a melhorMetallica
Todas as faixas do polêmico "Load", da pior para a melhor


Matérias Recomendadas

Jack Bruce: Foda-se o Led Zeppelin, eles são um lixo!Jack Bruce
"Foda-se o Led Zeppelin, eles são um lixo!"

Gastão Moreira: A coleção do VJ, apresentador e jornalista musicalGastão Moreira
A coleção do VJ, apresentador e jornalista musical

Queen: ouça a voz isolada de Freddie Mercury em clássicosQueen
Ouça a voz isolada de Freddie Mercury em clássicos

Contra-baixo: as melhores introduções do Heavy MetalContra-baixo
As melhores introduções do Heavy Metal

Alice In Chains: seria essa a última foto de Staley com vida?Alice In Chains
Seria essa a última foto de Staley com vida?

Malvada
Dead Daisies

Project46: "Hoje a galera tatua o 46!"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Enviar Correções  

Convidei Jean Patton para tocar em meu aniversário, no próximo final de semana. Ele aceitou, mas disse que traria seus amigos com ele, os demais integrantes da banda (incluindo Baffo Neto, do CAPADÓCIA, no baixo) e os quatro músicos que hoje são o MEGADETH, Dave Mustaine, David Ellefson, Dirk Verbeuren e o brasileiro Kiko Loureiro, do ANGRA. Eu tive que aceitar. O bate papo com o guitarrista, você lê, em duas partes, a partir de agora.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A PROJECT46 é uma banda relativamente recente, mas vem arrancando elogios, aumentando a base de fãs (alguns até já tatuando na pele a imageria da banda) e participando dos maiores festivais de rock no Brasil (como o Monsters of Rock 2013, o Rock In Rio 2015 e os vindouros Maximus Festival e Epic Metal Fest, em setembro e outubro, na capital paulista). Conversei com Jean Patton, guitarrista e um dos fundadores da banda, sobre estes festivais sobre o final de semana de shows no Nordeste, incluindo Fortaleza, abrindo para o MEGADETH. Também falamos sobre a escolha de cantar em português, sobre o processo de seleção de um novo baixista para a banda e perspectivas para um novo disco. Esta parte da entrevista também estará disponível brevemente aqui.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Daniel Tavares: Estou falando aqui com Jean Patton, guitarrista do Project 46. Jean, eu tenho um convite pra você. Eu quero que no dia do meu aniversário você venha a Fortaleza, você venha, pode trazer seus amigos, pode inclusive trazer outra banda.

Jean Patton: Seu aniversário? Sim, muito legal.Vai ser um showzaço esse aí? Pode ser o MEGADETH?

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Daniel Tavares: Pode, pode ser o Megadeth, chama, chama, chama os caras lá pra tocar. Como é que vai ser esse show?

Jean Patton: A expectativa tá bem legal. Vai ser a primeira vez que a gente vai tocar em Fortaleza, onde a gente nunca foi. E é a primeira vez que a gente vai tocar com o MEGADETH também, que é uma banda que a gente gosta muito, que sempre foi uma inspiração pra gente. É demais. Experiência legal pra caramba. Estamos muito ansiosos.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Daniel Tavares: Vocês vão tocar também no Estelita, em Recife, vão tocar em Maceió, não é?

Jean Patton: Nesse fim de semana, a gente vai tocar dia 12 em Maceió, dia 13 em Fortaleza com o MEGADETH e dia 14, no domingo, no Estelita.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Daniel Tavares: Outro show grande que vocês vão participar é o Festival Maximus, que é inclusive o motivo principal da nossa entrevista hoje. Você quer comentar mais sobre o show de vocês nesse festival?

Jean Patton: Cara, o Maximus é um festival muito importante pra gente, assim como foi o Monsters of Rock, mas uma maneira diferente porque o Maximus traz uma geração de bandas um pouco mais atual, mais contemporânea, eu diria. E a gente vem dessa geração. Um pouco diferente do que foi o Monsters, que traz os monstros do rock no geral. Também foram bandas que influenciaram muito a gente, porém o Maximus é uma ligação direta com o nosso público, o tipo de público que consome a música hoje em dia, né? Então, é bem legal a ideia do festival. A gente tá bem ansioso. Também é um negócio legal pra gente porque vai marcar o primeiro show do próximo baixista, então, assim, tem várias coisas legais rolando. Eles abriram bastante as portas para o metal nacional, vai ter um palco (em que a gente vai tocar, não só a gente, mas outras bandas bem legais vão estar lá também). Demais. Festival muito aguardado... o pessoal sempre pergunta pra gente. A gente tá bem ansioso. Vai ser bem legal.

Daniel Tavares: Beleza. Vou emendar com mais algumas questões sobre o mesmo tema. Vocês tocaram no Monsters of Rock, dividiram o palco com o Slipknot. E vocês começaram, 2008, se eu não me engano como banda cover do SLIPKNOT, que é uma grande referência pra vocês, inclusive o nome, né. Depois eu quero que você me diga, pra quem ainda não sabe o que é que significa o nome PROJECT 46. E vocês dividiram o palco com esses caras que vocês admiravam. Como é que foi tocar nesse festival com eles? Vocês chegaram a encontrar com eles, trocar uma ideia?

Jean Patton: Cara, foi bem legal. O Monsters of Rock marcou bastante a gente. A gente chegou a tocar lá simplesmente porque as pessoas pediram, os fãs pediram, entendeu? Então, assim, foi um negócio bem importante e especial pra gente porque, primeiro porque era um tipo de festival em que a gente se enquadrava demais. Um pouco do dia especial em que a gente tocou foi bastante marcado por aquela geração New Metal. Então, assim, bandas como o próprio SLIPKNOT, o LIMP BISKIT, KORN, KILLSWITCH ENGAGE (que é uma banda que a gente gosta muito), HATEBREED (que mistura o hardcore com o metal) que é o que a gente gosta e faz também, GOJIRA, enfim, são bandas que, de certa forma influenciam muito a gente, sempre me influenciaram e foi muito legal a gente ter essa vaga pra tocar num festival como esse e ainda mais com a galera pedindo. Então isso foi muito importante pra gente porque a gente viu que as pessoas queriam ver a gente lá. Elas estavam apostando na gente quando na verdade a gente não tinha muita exposição, nem na mídia. Era uma banda recente. Mas foi muito legal porque tocar com o SLIPKNOT, que é uma banda que influenciou demais a gente, como você falou. Em 2007, 2008 a gente teve uma banda tributo ao SLIPKNOT, que a gente fazia meio que na diversão, porque era legal, era divertido, sabe? Um monte de amigos, nove caras... Eu, na época, nem era o guitarrista da banda, eu era o percussionista da banda. Eu era o número 6 da banda. Eu já tocava guitarra em outras bandas e tal, principalmente num PANTERA cover, mas...veio basicamente disso, entendeu? Era muito legal. O SLIPKNOT foi uma influência enorme pra gente, foi demais tocar com os caras, foi a primeira vez que a gente tocou com bandas tão grandes assim na nossa própria cidade... imagina, você toca num festival desses, que todos os amigos que você conhece estarão lá. Estavam lá, né? Então, foi uma satisfação enorme pra gente. Foi um dos primeiros festivais grandes em que a gente fez e até hoje a gente colhe frutos disso. A gente não chegou a encontrar os caras lá, porque o SLIPKNOT é uma banda que é bem difícil o acesso. Não é tão simples. Porém a gente viu os caras das outras bandas. Trocamos ideia com os caras do KORN, do GOJIRA, do KILLSWITCH ENGAGE, estavam todos lá no camarim com a gente e tudo o mais. Mais o acesso ao SLIPKNOT é um pouco mais difícil. Mas vai ficar na memória. Sempre.


Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Daniel Tavares: Já emenda falando porque Project 46?

Jean Patton: Lá no começo a gente tinha essa banda tributo ao SLIPKNOT, em que eu tocava percussão e o Vinny, o outro guitarrista do PROJECT 46 tocava guitarra. Ele era guitarrista nessa banda. E aí, é o seguinte. No SLIPKNOT a galera, eles tem nomes, claro, mas eles tem números também. Cada um tem na roupa o número marcado, do zero até o oito. São nove caras, né? No caso, eu era o número 6 e o Vinny era o número 4. Eu era percussionista. Só que aí, eu como guitarrista, sempre quis tocar guitarra. Eu sempre toquei guitarra. Entrei como percussionista na banda porque eu gosto de bateria, gosto de batucar, gosto de rodar a cabeça, entendeu? É o rock. Porém, a gente falou assim: vamos fazer um som nós dois tocando guitarra. A gente começou tocar um som, fazer um som, assim, tomando cerveja em casa, como quem não quer nada. E aí meio que a gente falou: vamos fazer um projeto nosso, de música autoral? Porque é legal até certo ponto tocar música dos outros. Chega uma hora em que você quer passar daquele degrau. E aí a gente falou: vamos montar nosso projeto. Aí eu falei, na brincadeira, vamos de Projeto 46, do 4 e 6. Aí ficou. A galera gostou. A gente gostou também. Hoje em dia tem uma galera de fã que tatua o 46. É muito legal isso aí. É muito legal ver aonde chegou isso.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Esta entrevista continua...


Stamp
Tunecore
Como consegui viver de Rock e Heavy Metal
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Metal Nacional: Confira bandas que se destacaram em 2015Metal Nacional
Confira bandas que se destacaram em 2015

Bill Hudson: BR bangers são persecutivos e têm baixa autoestimaBill Hudson
BR bangers são persecutivos e têm baixa autoestima


Black Sabbath: O acidente que tirou as pontas dos dedos de IommiBlack Sabbath
O acidente que tirou as pontas dos dedos de Iommi

Marilyn Manson: ele removeu costelas para praticar autofelação?Marilyn Manson
Ele removeu costelas para praticar autofelação?


Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

Mais matérias de Leonardo Daniel Tavares da Silva no Whiplash.Net.