Project46: "Hoje a galera tatua o 46!"
Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Postado em 11 de agosto de 2016
Convidei Jean Patton para tocar em meu aniversário, no próximo final de semana. Ele aceitou, mas disse que traria seus amigos com ele, os demais integrantes da banda (incluindo Baffo Neto, do CAPADÓCIA, no baixo) e os quatro músicos que hoje são o MEGADETH, Dave Mustaine, David Ellefson, Dirk Verbeuren e o brasileiro Kiko Loureiro, do ANGRA. Eu tive que aceitar. O bate papo com o guitarrista, você lê, em duas partes, a partir de agora.
A PROJECT46 é uma banda relativamente recente, mas vem arrancando elogios, aumentando a base de fãs (alguns até já tatuando na pele a imageria da banda) e participando dos maiores festivais de rock no Brasil (como o Monsters of Rock 2013, o Rock In Rio 2015 e os vindouros Maximus Festival e Epic Metal Fest, em setembro e outubro, na capital paulista). Conversei com Jean Patton, guitarrista e um dos fundadores da banda, sobre estes festivais sobre o final de semana de shows no Nordeste, incluindo Fortaleza, abrindo para o MEGADETH. Também falamos sobre a escolha de cantar em português, sobre o processo de seleção de um novo baixista para a banda e perspectivas para um novo disco. Esta parte da entrevista também estará disponível brevemente aqui.
Daniel Tavares: Estou falando aqui com Jean Patton, guitarrista do Project 46. Jean, eu tenho um convite pra você. Eu quero que no dia do meu aniversário você venha a Fortaleza, você venha, pode trazer seus amigos, pode inclusive trazer outra banda.
Jean Patton: Seu aniversário? Sim, muito legal.Vai ser um showzaço esse aí? Pode ser o MEGADETH?
Daniel Tavares: Pode, pode ser o Megadeth, chama, chama, chama os caras lá pra tocar. Como é que vai ser esse show?
Jean Patton: A expectativa tá bem legal. Vai ser a primeira vez que a gente vai tocar em Fortaleza, onde a gente nunca foi. E é a primeira vez que a gente vai tocar com o MEGADETH também, que é uma banda que a gente gosta muito, que sempre foi uma inspiração pra gente. É demais. Experiência legal pra caramba. Estamos muito ansiosos.

Daniel Tavares: Vocês vão tocar também no Estelita, em Recife, vão tocar em Maceió, não é?
Jean Patton: Nesse fim de semana, a gente vai tocar dia 12 em Maceió, dia 13 em Fortaleza com o MEGADETH e dia 14, no domingo, no Estelita.
Daniel Tavares: Outro show grande que vocês vão participar é o Festival Maximus, que é inclusive o motivo principal da nossa entrevista hoje. Você quer comentar mais sobre o show de vocês nesse festival?
Jean Patton: Cara, o Maximus é um festival muito importante pra gente, assim como foi o Monsters of Rock, mas uma maneira diferente porque o Maximus traz uma geração de bandas um pouco mais atual, mais contemporânea, eu diria. E a gente vem dessa geração. Um pouco diferente do que foi o Monsters, que traz os monstros do rock no geral. Também foram bandas que influenciaram muito a gente, porém o Maximus é uma ligação direta com o nosso público, o tipo de público que consome a música hoje em dia, né? Então, é bem legal a ideia do festival. A gente tá bem ansioso. Também é um negócio legal pra gente porque vai marcar o primeiro show do próximo baixista, então, assim, tem várias coisas legais rolando. Eles abriram bastante as portas para o metal nacional, vai ter um palco (em que a gente vai tocar, não só a gente, mas outras bandas bem legais vão estar lá também). Demais. Festival muito aguardado... o pessoal sempre pergunta pra gente. A gente tá bem ansioso. Vai ser bem legal.
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Jean Patton: Cara, foi bem legal. O Monsters of Rock marcou bastante a gente. A gente chegou a tocar lá simplesmente porque as pessoas pediram, os fãs pediram, entendeu? Então, assim, foi um negócio bem importante e especial pra gente porque, primeiro porque era um tipo de festival em que a gente se enquadrava demais. Um pouco do dia especial em que a gente tocou foi bastante marcado por aquela geração New Metal. Então, assim, bandas como o próprio SLIPKNOT, o LIMP BISKIT, KORN, KILLSWITCH ENGAGE (que é uma banda que a gente gosta muito), HATEBREED (que mistura o hardcore com o metal) que é o que a gente gosta e faz também, GOJIRA, enfim, são bandas que, de certa forma influenciam muito a gente, sempre me influenciaram e foi muito legal a gente ter essa vaga pra tocar num festival como esse e ainda mais com a galera pedindo. Então isso foi muito importante pra gente porque a gente viu que as pessoas queriam ver a gente lá. Elas estavam apostando na gente quando na verdade a gente não tinha muita exposição, nem na mídia. Era uma banda recente. Mas foi muito legal porque tocar com o SLIPKNOT, que é uma banda que influenciou demais a gente, como você falou. Em 2007, 2008 a gente teve uma banda tributo ao SLIPKNOT, que a gente fazia meio que na diversão, porque era legal, era divertido, sabe? Um monte de amigos, nove caras... Eu, na época, nem era o guitarrista da banda, eu era o percussionista da banda. Eu era o número 6 da banda. Eu já tocava guitarra em outras bandas e tal, principalmente num PANTERA cover, mas...veio basicamente disso, entendeu? Era muito legal. O SLIPKNOT foi uma influência enorme pra gente, foi demais tocar com os caras, foi a primeira vez que a gente tocou com bandas tão grandes assim na nossa própria cidade... imagina, você toca num festival desses, que todos os amigos que você conhece estarão lá. Estavam lá, né? Então, foi uma satisfação enorme pra gente. Foi um dos primeiros festivais grandes em que a gente fez e até hoje a gente colhe frutos disso. A gente não chegou a encontrar os caras lá, porque o SLIPKNOT é uma banda que é bem difícil o acesso. Não é tão simples. Porém a gente viu os caras das outras bandas. Trocamos ideia com os caras do KORN, do GOJIRA, do KILLSWITCH ENGAGE, estavam todos lá no camarim com a gente e tudo o mais. Mais o acesso ao SLIPKNOT é um pouco mais difícil. Mas vai ficar na memória. Sempre.

Daniel Tavares: Já emenda falando porque Project 46?
Jean Patton: Lá no começo a gente tinha essa banda tributo ao SLIPKNOT, em que eu tocava percussão e o Vinny, o outro guitarrista do PROJECT 46 tocava guitarra. Ele era guitarrista nessa banda. E aí, é o seguinte. No SLIPKNOT a galera, eles tem nomes, claro, mas eles tem números também. Cada um tem na roupa o número marcado, do zero até o oito. São nove caras, né? No caso, eu era o número 6 e o Vinny era o número 4. Eu era percussionista. Só que aí, eu como guitarrista, sempre quis tocar guitarra. Eu sempre toquei guitarra. Entrei como percussionista na banda porque eu gosto de bateria, gosto de batucar, gosto de rodar a cabeça, entendeu? É o rock. Porém, a gente falou assim: vamos fazer um som nós dois tocando guitarra. A gente começou tocar um som, fazer um som, assim, tomando cerveja em casa, como quem não quer nada. E aí meio que a gente falou: vamos fazer um projeto nosso, de música autoral? Porque é legal até certo ponto tocar música dos outros. Chega uma hora em que você quer passar daquele degrau. E aí a gente falou: vamos montar nosso projeto. Aí eu falei, na brincadeira, vamos de Projeto 46, do 4 e 6. Aí ficou. A galera gostou. A gente gostou também. Hoje em dia tem uma galera de fã que tatua o 46. É muito legal isso aí. É muito legal ver aonde chegou isso.

Esta entrevista continua...

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