Fabiano Negri: músico fala sobre Maybe we'll have a good time...

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Por Eduardo Godoi, Fonte: Fabiano Negri
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Maybe We'll Have a Good Time... For the Last Time", esse é o título do novo trabalho de Fabiano Negri (Ex- Rei Lagarto, Dusty Old Fingers).

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Negri mostra em seu novo trabalho que não perdeu a pegada hard rock que o consagrou com o Rei Lagarto, agregando novos elementos a sua música com a qualidade de sempre.

Qual é sua proposta com esse novo álbum? O que quer contar através dele?

A proposta é primeiramente fazer um disco que me agrade. Não tenho que pensar em rótulos, nem em um determinado público alvo. Por isso fiquei livre para juntar todas as minhas influências nesse disco. Quem ouvir encontrará muito rock, hard rock, soul, rock progressivo e até folk. As letras são muito pessoais e na maioria das vezes falam sobre minha relação com a música e com o envelhecimento, sem deixar de citar temas atuais como a falta de educação e o "achismo" que imperam atualmente nas redes sociais. Acho que o álbum é uma boa viagem pelos meus 20 anos de carreira. Eu gostei muito do resultado final.

O álbum conta com uma mistura de estilos que você já tocou durante sua carreira, mas deu pra notar uma forte influencia da sua antiga banda, Rei Lagarto. Você, de certa forma, pretende resgatar o passado com essas composições?

Você achou isso? Interessante, pois apenas em uma canção - For the last time - eu realmente pensei no Rei Lagarto. Mas não tem como fugir do passado. Eu escrevi a maioria das canções da banda e meu instinto melódico continua o mesmo. As canções podem ter roupagens diferentes, mas a melodia sempre acabará remetendo ao que eu fiz antes.

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Você, há 15 anos atrás, se via fazendo o que faz hoje na sua carreira? E como você vê o seu futuro, daqui 15 anos?

A gente nunca sabe o que virá amanhã. Há 15 anos eu não imaginava que estaria fazendo música desta forma, nem me imaginava em carreira solo. Mas as coisas vão se encaixando e vão te levando para lugares desconhecidos. A forma de pensar muda com o passar dos anos. Não faço nenhuma projeção para a minha carreira. Continuo trabalhando com afinco e dependo dos frutos colhidos por esse novo trabalho para dar o próximo passo.

Esse é o melhor trabalho da sua carreira? Está no seu auge?

Quem tem que me dizer isso é o ouvinte. Eu sempre penso em fazer o meu melhor trabalho. Acho que todos os artistas pensam assim. Mas o julgamento final fica para o público.

Todas as suas composições são em inglês, de influências internacionais também. E o mercado de fora, por que não investir?

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Eu sempre estou em contato com pessoas fora do Brasil. Sempre tenho um feedback muito bacana dos meus trabalhos fora do Brasil. Gostaria muito de poder fazer algumas apresentações na Europa. Tenho alguns contatos legais. Mas fica muito difícil eu simplesmente deixar meus afazeres aqui para passar alguns meses viajando. No momento isso é totalmente inviável. Mas é um plano para o futuro, com certeza.

Qual a sua maior preocupação hoje quando o assunto é música "autoral"?

Eu não penso nesse negócio de "música autoral". Eu faço música, minha música. Eu estou totalmente fora dessa disputa entre "autoral X cover". Cada um escolhe o que quer fazer da sua carreira. Não reclamo por falta de espaço. Não acuso bandas cover e bares por estarem roubando o meu espaço. Ué, se eu não estou lá é porque não é o meu espaço. Então ninguém está roubando nada. O que acontece hoje é um problema de falta de interesse das pessoas pelo "novo". A maioria das pessoas é preguiçosa quando se trata de novas bandas que não estão na vitrine. E mesmo que a pessoa ouça, ela não irá ouvir com a mesma paciência que ela ouve uma banda da sua preferência. Um artista independente não tem uma segunda chance. Por isso estamos passando por um momento tão difícil atualmente. Eu tenho alguns ouvintes fiéis devido ao meu passado com o Rei Lagarto. Tenho certeza de que se eu estivesse começando agora não teria ninguém disposto a ouvir minhas canções.

O que falta você fazer hoje na sua carreira? O que ainda não te satisfez, se é que não está satisfeito?

Eu nunca estou satisfeito. Quando eu termino um trabalho já estou pensando em outro. Não gosto de ficar parado. Preciso ter ideias que me mantenham motivado. Odeio entrar numa rotina. Falta muita coisa ainda para eu me sentir realizado. Muita coisa mesmo. Espero chegar lá.

Qual sua faixa favorita no álbum, aquela que você acha que se superou?

Eu gosto de todas, mas minha faixa especial é Enemies. Toquei todos os instrumentos nessa música e a letra é muito forte, uma das melhores letras que escrevi. A canção tem alguma coisa de Pink Floyd, é uma viagem que me agrada muito.

Me fale um pouco da produção do seu álbum, da importância dela para o resultado final.

É muito difícil se auto-produzir. Na verdade eu não tenho muita paciência, mas ao mesmo tempo sou perfeccionista. Por isso a presença do Ric Palma foi crucial para chegarmos numa sonoridade tão boa e diferente. Além de ser um técnico de som e músico muito bom, o Ric tem a paciência que me falta em muitos momentos. É muito bom trabalhar com ele e o estúdio Minster sempre será minha casa na hora de gravar um trabalho solo. A maior dificuldade para se produzir um trabalho de qualidade é a falta de recursos. Sobram ideias, mas falta dinheiro. Acredito que me virei muito bem com o que eu tinha para gastar nesse disco. Na minha opinião ficou excelente. Agora estou aguardando o feedback da galera. Espero que Maybe we'll have a good time...for the last time desperte nas pessoas as mesmas sensações que desperta em mim.

Conheça mais sobre Fabiano Negri
fabianonegri.com
facebook.com/fabianonegrisolo
soundcloud.com/fabianonegri




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Sobre Eduardo Godoi

Eduardo Godoi é natural de Campinas-SP, jornalista formado pela PUC em 2005. Suas paixões sempre foram o esporte e a música. Fã de rock and roll em geral desde 1992 quando começou a ouvir com apenas 10 anos de idade, toca na sua banda autoral Black Betty e também no seu projeto instrumental solo. Idolatra Iron Maiden, Steve Vai, Kiss e Guns N' Roses (antigo) como suas bandas favoritas.

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